Em Paris, o Brasil apresentou na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) a sua visão sobre a importância da inclusão social no orçamento público como um pilar fundamental para o desenvolvimento econômico. O ministro Wellington Dias, responsável pelo Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, destacou que a melhoria das condições de vida da população mais vulnerável impulsiona diretamente a economia.

Durante o painel de abertura do evento, Dias enfatizou que o investimento social voltado aos mais pobres não deve ser visto como uma ação isolada, mas sim como parte integrante das decisões econômicas. Ele argumentou que o combate à fome e à pobreza, ao estar no centro das estratégias globais, contribui não apenas para a justiça social, mas também para a estabilidade e o progresso dos países.

O ministro ressaltou que erradicar a fome é apenas o primeiro passo. É crucial implementar políticas complementares que permitam às pessoas superar a miséria e a pobreza de forma sustentável. Segundo ele, a diretriz brasileira de incluir a população de baixa renda no orçamento público tem sido essencial para expandir o acesso a renda, emprego e serviços básicos, promovendo assim a dinamização da economia.

A estratégia brasileira defende que as políticas de combate à fome sejam acompanhadas por ações estruturantes, focadas na geração de renda e na inclusão produtiva. Dias concluiu que a verdadeira transformação social e econômica ocorre quando a proteção social, a segurança alimentar, o acesso a crédito, a educação e a geração de oportunidades de trabalho são trabalhados de maneira integrada, alinhados a iniciativas de resiliência climática e resposta a crises.

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