O mercado financeiro brasileiro experimentou um dia de otimismo nesta quarta-feira, com o dólar comercial registrando sua menor cotação em quase dois anos e o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, renovando máximas históricas. A euforia foi impulsionada por um alívio nas tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, após o anúncio de um cessar-fogo temporário.
A declaração, feita pelo presidente americano Donald Trump na noite de terça-feira, trouxe um respiro para o Oriente Médio e teve repercussão imediata nos ativos globais. O dólar, que chegou a flertar com os R$ 5,06 durante a manhã, encerrou o dia em queda de 1,01%, cotado a R$ 5,103, o menor valor desde maio de 2024. Apesar de uma leve volatilidade no período da tarde, devido a sinais de fragilidade no acordo e declarações de autoridades iranianas, o sentimento geral do mercado permaneceu positivo, interpretando as ações americanas como um movimento para encerrar o conflito.
No acumulado do ano, o dólar já desvalorizou mais de 7% em relação ao real. Na Bolsa, o Ibovespa seguiu a tendência de alta, fechando com um ganho de 2,09%, aos 192.201 pontos, após ultrapassar os 193 mil no auge do pregão. Este foi o sétimo avanço consecutivo do índice, beneficiado pela redução de prêmios de risco e pela performance de ações de setores como bancos e empresas voltadas ao mercado interno.
O cenário externo também contribuiu para o otimismo, com as bolsas de Nova York registrando altas significativas. No entanto, o setor de petróleo sofreu com a queda expressiva nos preços internacionais. O barril de Brent recuou mais de 13%, negociando abaixo de US$ 100, enquanto o WTI teve uma queda ainda maior, superior a 16%, ambas na faixa dos US$ 94. Essa desvalorização é atribuída à expectativa de normalização da oferta de petróleo, com a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, apesar das persistentes incertezas geopolíticas na região.


