A moeda brasileira mostrou força nesta terça-feira (17), com o dólar comercial registrando uma queda e encerrando o pregão próximo da marca de R$ 5,20. O recuo de R$ 0,029, equivalente a 0,57%, reflete um ambiente de maior apetite por risco nos mercados internacionais, mesmo com as incertezas geopolíticas persistentes.
Apesar das notícias de tensões no Oriente Médio e de declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de um conflito de curta duração, os investidores demonstraram uma recuperação no humor. O dólar chegou a tocar R$ 5,178 durante o dia, mas moderou seu ritmo de queda no final da tarde.
O real se destacou entre as moedas de mercados emergentes, apresentando um dos melhores desempenhos do dia, ao lado do florim húngaro e do shekel israelense. Essa valorização da moeda brasileira é interpretada como um reflexo da melhora no sentimento de risco global, que superou, momentaneamente, as preocupações com o cenário externo e a elevação dos preços do petróleo.
No mercado acionário, o Ibovespa, principal índice da B3, operou em alta, avançando 0,30% e se aproximando dos 180.409 pontos. Contudo, o índice diminuiu seus ganhos no encerramento da sessão, influenciado por fatores domésticos, como a ameaça de greve de caminhoneiros em decorrência do aumento do preço do diesel, o que gerou apreensão no final do dia.
No cenário internacional, as bolsas de Nova York apresentaram desempenho positivo moderado. O setor de petroleiras se beneficiou da alta de 3,2% no preço do barril de petróleo Brent, que fechou em US$ 103,42, impulsionado pela continuidade do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, que pressiona os preços da commodity. Por outro lado, ações de bancos registraram perdas.
A entrada de capital estrangeiro na bolsa brasileira foi um dos destaques do dia, impulsionada pela valorização das ações da Petrobras e por operações de recompra de títulos realizadas pelo Tesouro Nacional. O mercado também aguarda as decisões sobre as taxas de juros, com o Federal Reserve dos EUA e o Banco Central do Brasil divulgando suas políticas monetárias nesta quarta-feira (18).


