A moeda americana registrou uma queda significativa nesta quarta-feira (25), aproximando-se da marca de R$ 5,10 e alcançando seu menor valor em 21 meses. O dólar comercial fechou negociado a R$ 5,125, com uma desvalorização de 0,6% em relação ao dia anterior. A cotação apresentou volatilidade, iniciando o dia em baixa, atingindo R$ 5,12 nas primeiras horas, subindo para R$ 5,16 no início da tarde e, em seguida, apresentando uma queda consistente até o fechamento.
Essa desvalorização consolida o recuo de 2,33% do dólar acumulado em fevereiro, e de 6,63% em 2026, refletindo um cenário internacional mais favorável a economias emergentes. O movimento ocorre em um contexto de fluxo contínuo de capitais estrangeiros para esses mercados, impulsionado por decisões recentes sobre tarifas de importação nos Estados Unidos.
Enquanto o dólar enfraquece, o mercado de ações brasileiro vive um dia de ajuste. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em leve queda de 0,13%, aos 191.247 pontos. Esse movimento é atribuído à realização de lucros por parte dos investidores, que venderam parte de suas posições após o índice ter atingido recordes recentemente. Apesar da alta em ações de mineradoras, impulsionada pela valorização internacional do minério de ferro, a venda de outros papéis pesou no desempenho geral do índice.
O cenário internacional para as commodities e as políticas tarifárias dos Estados Unidos têm sido fatores determinantes. Uma decisão recente da Suprema Corte americana e a imposição de tarifas sobre importações, com ajustes posteriores, impactam diretamente o fluxo de investimentos e a percepção de risco em economias emergentes, favorecendo a entrada de capital estrangeiro.


