O dólar comercial encerrou o pregão desta segunda-feira (18) cotado a R$ 4,998, registrando uma queda de 1,34% e voltando a operar abaixo da marca psicológica de R$ 5. A sessão foi marcada por uma recuperação nos mercados internacionais, impulsionada por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou o adiamento de um ataque militar ao Irã. Essa notícia amenizou as tensões globais perto do fim do dia.
A divisa abriu o dia negociada a R$ 5,04 e firmou a tendência de queda após os pronunciamentos de Trump. No cenário de moedas emergentes, o real se beneficiou da redução da aversão ao risco, acompanhando a valorização de outras moedas como o peso mexicano e o rand sul-africano.
No mercado de ações, o Ibovespa, principal índice da B3, operou em território negativo durante boa parte do dia, mas recuperou parte das perdas e fechou com leve recuo de 0,17%, aos 176.975,82 pontos. O índice chegou a cair 0,83% no pico da volatilidade, mas a diminuição das preocupações com o Oriente Médio trouxe um certo alívio.
Apesar da queda de hoje, o dólar acumula alta de 0,92% no mês de maio. Já o Ibovespa, após atingir um recorde em abril, apresenta um desempenho negativo de 5,52% no acumulado de maio, embora ainda mantenha um ganho de 9,84% no ano. Investidores estrangeiros retiraram R$ 3,9 bilhões da bolsa brasileira em maio, segundo dados parciais da B3.
O adiamento da ofensiva militar dos EUA contra o Irã, segundo Trump, visa dar espaço para negociações diplomáticas. Essa sinalização foi crucial para reduzir a pressão sobre ativos considerados de risco, que vinham sendo afetados pela instabilidade no Oriente Médio e seus potenciais impactos sobre o preço do petróleo e a inflação global.
Fatores internos também contribuíram para o desempenho do real. Investidores realizaram ajustes técnicos após a recente valorização da moeda americana. Além disso, a percepção de que as taxas de juros no Brasil podem permanecer elevadas por mais tempo, conforme indicam projeções do Boletim Focus que elevou a estimativa da Selic para o fim de 2026 para 13,25%, ofereceu suporte à moeda brasileira.
Dados econômicos domésticos mais fracos, como a queda de 0,7% no Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) em março, ficaram em segundo plano diante do cenário externo mais favorável e dos fatores de juros.
No mercado de petróleo, o barril do tipo Brent encerrou o dia em alta de 2,6%, cotado a US$ 112,10, e o WTI avançou 3,33%, a US$ 104,38. Apesar das valorizações, os preços desaceleraram após a notícia do adiamento da ação militar americana no Irã.


