A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciaram a abertura de um edital para selecionar a entidade que administrará um Fundo de Investimento em Participações (FIP) voltado para Inteligência Artificial (IA). O processo seletivo priorizará a qualificação do gestor e sua equipe, a estratégia de investimento do fundo e os custos operacionais propostos.
Esta iniciativa está em consonância com o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) e a Nova Indústria Brasil (NIB), visando fomentar o ecossistema de startups de IA no país. O objetivo principal é aumentar o número, o faturamento e a projeção internacional de empresas brasileiras que desenvolvem e utilizam inteligência artificial como seu core business.
O fundo direcionará seus aportes para startups que empregam a IA de forma intensiva e central em seus modelos de negócio e geração de valor, e não apenas como uma ferramenta secundária. As propostas para a gestão do fundo podem ser submetidas eletronicamente até o dia 28 de maio.
A Finep, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), poderá investir até R$ 80 milhões, com 30% desses recursos destinados a startups localizadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O BNDES, por sua vez, comprometerá até R$ 125 milhões para o fundo.
Luiz Antonio Elias, presidente da Finep, ressaltou que a criação deste FIP faz parte de uma estratégia maior para o desenvolvimento de soluções em IA que impulsionem a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação, além de melhorar a qualidade de vida da população. Ele destacou que a iniciativa reforça o compromisso do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Finep em posicionar o Brasil como referência mundial em IA.
Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, enfatizou o potencial transformador da inteligência artificial na produtividade e na criação de novos mercados em todos os setores econômicos. Ele apontou o fundo como um mecanismo crucial para prover capital de longo prazo a startups, que frequentemente enfrentam dificuldades de captação, e para agregar governança e suporte especializado a projetos de alto risco e com grande potencial de escalabilidade.


