A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça, solicitou formalmente ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a abertura de uma investigação sobre os recentes aumentos observados nos preços de combustíveis em postos de gasolina na Bahia, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal. A medida surge após reclamações de sindicatos que apontam para elevações nos preços de venda por distribuidoras, mesmo sem reajustes anunciados pela Petrobras em suas refinarias.
Sindicatos do setor argumentam que as distribuidoras têm justificado os aumentos com base na valorização internacional do petróleo, intensificada por conflitos no Oriente Médio. Diante desse cenário, a Senacon pediu ao Cade que analise a existência de possíveis práticas anticompetitivas, que possam configurar influência na adoção de condutas comerciais uniformes ou combinadas entre os concorrentes.
Representantes de sindicatos como o SindiCombustíveis da Bahia e o Sindipostos RN expressaram preocupação com os reflexos da instabilidade geopolítica no mercado de combustíveis brasileiro. O Minaspetro, por sua vez, alertou para defasagens significativas nos preços do diesel e da gasolina, chegando a relatar restrições na venda e postos com falta de produto em Minas Gerais. O sindicato mineiro afirmou estar monitorando a situação e buscando ações junto aos órgãos reguladores.
Em São Paulo, o Sincopetro também tem acompanhado a tendência de alta. O presidente da entidade, José Alberto Gouveia, destacou a importância da investigação do Cade, ressaltando que os donos de postos não são os únicos responsáveis pelos aumentos, mas sim impactados pelas elevações impostas pelas distribuidoras.


