O mercado financeiro brasileiro experimentou um dia de alívio nesta quarta-feira (25), impulsionado por sinais de uma possível aproximação entre Estados Unidos e Irã. O dólar comercial encerrou o pregão vendido a R$ 5,22, registrando uma queda de 0,65% e operando em baixa durante toda a sessão, chegando à mínima de R$ 5,20. A moeda americana acumula uma desvalorização de 1,68% na semana e 4,88% no ano.
A melhora no sentimento global, com a expectativa de uma redução das tensões no Oriente Médio, diminuiu a aversão ao risco e beneficiou moedas de economias emergentes, como o real. No cenário internacional, o dólar apresentou um desempenho misto, com o índice que mede sua força frente a uma cesta de moedas avançando 0,46%, indicando que as divisas de mercados emergentes foram favorecidas.
A Bolsa de Valores brasileira, o Ibovespa, acompanhou o otimismo e fechou em alta de 1,6%, atingindo 185.424 pontos, após ter superado os 186 mil pontos em seu pico. O volume financeiro negociado foi de R$ 27,6 bilhões. Investidores reagiram às sinalizações de negociação no conflito, mesmo diante de incertezas sobre um desfecho concreto. Analistas apontam que o mercado busca antecipar um possível cessar-fogo, apesar do ambiente ainda ser considerado instável.
Em Wall Street, o índice S&P 500 também apresentou ganhos, refletindo um maior apetite por risco. Paralelamente, os preços do petróleo recuaram cerca de 2%. O barril do tipo Brent fechou a US$ 102,22, com uma queda de 2,2%, após ter operado abaixo de US$ 100 no início das negociações. A expectativa de menor tensão no Golfo Pérsico, uma região crucial para a oferta de energia, contribuiu para essa desvalorização.
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O mercado segue atento às negociações entre Washington e Teerã. Apesar das declarações públicas mais firmes de ambas as partes, a demora na resposta iraniana a uma proposta americana sugere que o país pode estar ponderando os termos. O noticiário internacional, incluindo declarações do presidente dos EUA indicando avanços, alimentou a percepção de redução de risco, embora o cenário permaneça incerto com autoridades iranianas considerando as condições excessivas e os EUA elevando o tom sobre possíveis ações militares.


