O ministro da Fazenda, Dario Durigan, expressou otimismo em relação à trajetória econômica do Brasil, afirmando que o país está em um bom caminho e projetando um superávit fiscal para este ano e o próximo. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Alô Alô Brasil, onde Durigan ressaltou o papel do ministério em assegurar a estabilidade econômica do país.

Segundo o ministro, a primeira peça do orçamento para 2027, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), já foi apresentada e prevê um superávit de 0,5% para o próximo ano, indicando a continuidade da política fiscal adotada.

Durigan também comparou o cenário econômico previsto para 2026, último ano do governo Lula, com o de 2022, final do mandato de Jair Bolsonaro. Ele criticou a gestão de 2022, mencionando a retirada de recursos de governadores, o calote em precatórios e a interrupção de pagamentos, o que, segundo ele, mascarou um superávit obtido ao adiar a resolução de problemas fiscais.

O ministro destacou as ações do atual governo, como o pagamento de R$ 30 bilhões a governadores, a quitação de precatórios, a aprovação da reforma tributária e a organização das contas públicas, que, em sua visão, garantirão uma economia estável em 2026.

Em outro ponto da entrevista, Durigan alertou para um risco iminente no abastecimento de combustíveis, crucial para o escoamento da safra e o trabalho dos caminhoneiros. Ele afirmou que o governo está atuando para garantir o fornecimento contínuo, em diálogo com governadores de todo o país. Uma solução compartilhada para os custos de importação de diesel foi acordada com a maioria dos estados, com exceção de Rondônia, que não aceitou a redução do ICMS sobre o combustível.

O ministro ainda mencionou medidas para mitigar o impacto nos preços dos combustíveis, incluindo a retirada de tributos federais do diesel e biodiesel, e a possibilidade de redução parcial de impostos sobre gasolina e etanol, com propostas a serem enviadas ao Congresso Nacional.