A prévia da inflação oficial do Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), registrou uma variação de 0,62% em maio. O dado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa uma desaceleração em comparação com o mês anterior, quando a taxa foi de 0,89%.
Apesar da desaceleração geral, o acumulado no ano e em 12 meses mostram um cenário de alta. O IPCA-15 acumula 3,02% em 2024 e 4,64% nos últimos 12 meses, superando os 4,37% registrados no período anterior.
A alta em maio foi impulsionada principalmente pelos grupos de Alimentação e Bebidas, que registraram a maior variação com 1,38%, seguido por Habitação (1,03%) e Saúde e Cuidados Pessoais (1,05%). Em contrapartida, o grupo Transportes apresentou uma variação negativa de -0,33%.
No grupo de Alimentação e Bebidas, o destaque foi a alimentação em domicílio, que apesar de uma leve desaceleração, ainda apresentou alta de 1,73%. Itens como batata-inglesa (26,29%), tomate (12,97%), leite longa vida (6,07%) e carnes (1,98%) contribuíram significativamente para esse resultado. A alimentação fora do domicílio também subiu, mas em um ritmo menor.
O grupo Habitação foi influenciado pelo aumento de 2,16% na energia elétrica residencial, que passou a ter a bandeira tarifária amarela em maio, com um custo adicional por quilowatt-hora.
No setor de Saúde e Cuidados Pessoais, o aumento foi puxado por produtos de higiene pessoal (1,60%), produtos farmacêuticos (1,25%) e planos de saúde (0,5%). A autorização para reajuste de até 3,81% nos medicamentos, vigente desde abril, pesou na categoria.
O grupo Transportes, por sua vez, teve uma desaceleração nos combustíveis, com quedas na gasolina (-1,32%), etanol (-2,73%) e óleo diesel (-2,04%). No entanto, o gás veicular (2,12%) e a passagem aérea (3,25%) apresentaram altas. A redução no preço do ônibus urbano em algumas capitais, devido a políticas de gratuidade ou redução tarifária, também influenciou o índice do grupo.
Os dados do IPCA-15 foram coletados entre 16 de abril e 15 de maio e abrangem as principais regiões metropolitanas do país, além de Brasília e Goiânia, considerando famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos.


