Um marco significativo para o mercado de trabalho brasileiro foi alcançado no primeiro trimestre deste ano, com o Distrito Federal e outros 15 estados registrando o maior rendimento médio mensal do trabalhador em suas séries históricas. Este desempenho acompanha a média nacional, que também atingiu seu ápice, somando R$ 3.722, conforme revelado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A pesquisa, que abrange indivíduos a partir de 14 anos e considera todas as modalidades de ocupação, incluindo trabalhos formais, informais, temporários e autônomos, aponta para um cenário de recuperação e crescimento na remuneração. O Distrito Federal se destaca com um rendimento médio de R$ 6.720, valor consideravelmente superior à média nacional e que representa o triplo do registrado no Maranhão, estado com o menor rendimento do país (R$ 2.240), que ainda assim atingiu um recorde estadual.
O expressivo resultado do Distrito Federal é atribuído em grande parte à predominância de servidores públicos em sua força de trabalho, cujas remunerações frequentemente superam as da iniciativa privada. Entre as unidades federativas que estabeleceram novos recordes de rendimento estão Santa Catarina (R$ 4.298), Paraná (R$ 4.180), Rio Grande do Sul (R$ 4.127), Goiás (R$ 3.878), Mato Grosso do Sul (R$ 3.768), Espírito Santo (R$ 3.708), Minas Gerais (R$ 3.448), Amapá (R$ 3.412), Sergipe (R$ 3.031), Rio Grande do Norte (R$ 2.953), Paraíba (R$ 2.806), Piauí (R$ 2.628), Ceará (R$ 2.597), Bahia (R$ 2.483) e Maranhão (R$ 2.240).
Analisando por regiões, o primeiro trimestre também foi positivo para o Centro-Oeste (R$ 4.379), Sul (R$ 4.193) e Nordeste (R$ 2.616), que registraram recordes de rendimento médio mensal. O Sudeste alcançou R$ 4.125 e o Norte, R$ 2.849.
Paralelamente ao avanço na renda, a taxa de desocupação no Brasil atingiu 6,1% no mesmo período, o menor índice para o primeiro trimestre da série histórica iniciada em 2012. A pesquisa do IBGE considera desocupada a pessoa que buscou ativamente por trabalho nas quatro semanas anteriores à coleta de dados. Santa Catarina lidera a redução do desemprego, com uma taxa de 2,7%, sendo o único estado abaixo dos 3%.


