A infraestrutura de petróleo e gás natural no Oriente Médio tornou-se palco de intensos conflitos, gerando volatilidade significativa nos mercados globais. Ataques recentes atribuídos a Israel e ao Irã a instalações energéticas cruciais levaram o preço do barril de petróleo Brent a atingir a marca de US$ 119 na manhã desta quinta-feira (19).
Em resposta à escalada de preços e à potencial interrupção do fornecimento, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, sinalizou a possibilidade de liberar o petróleo iraniano armazenado em navios na região. Essa medida visa mitigar o impacto da crise no mercado. A Petrobras, por sua vez, anunciou a suspensão de um leilão de combustíveis para reavaliar seus estoques diante do cenário instável.
A tensão geopolítica se intensificou após Israel atacar o campo de gás Pars, compartilhado pelo Irã e Catar no Golfo Pérsico, na quarta-feira (18). Em retaliação, o Irã direcionou ataques à refinaria de Ras Laffan e, na madrugada seguinte, a instalações de gás natural no Catar. Essas ações ocorrem em meio a ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de intervir no campo de gás iraniano de South Pars, o maior do mundo.
O conflito atual se insere em um contexto de negociações sobre o programa nuclear e balístico do Irã. Ataques anteriores entre Israel e Estados Unidos contra o país persa já haviam ocorrido, culminando na morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, em fevereiro. A resposta iraniana incluiu disparos de mísseis contra países árabes aliados dos EUA na região.
A instabilidade na região, que abriga alguns dos maiores produtores e exportadores de petróleo do mundo, e o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, uma rota vital para o transporte de petróleo, aumentam a incerteza sobre a oferta global. Como resultado, o preço do petróleo Brent já ultrapassou a barreira dos US$ 100 o barril, refletindo a preocupação do mercado com a segurança do fornecimento energético mundial.


