O Tesouro Nacional lançou o Tesouro Reserva, um novo título público federal projetado para democratizar o acesso a investimentos seguros e de alta liquidez. Com aplicação mínima de R$ 1 e rendimento atrelado à Taxa Selic, a novidade visa competir com produtos bancários populares e incentivar a poupança entre brasileiros.
A modalidade, que começou a ser oferecida pelo Banco do Brasil para seus 80 milhões de correntistas, promete simplificar a jornada do investidor. Ao emprestar dinheiro ao governo, o aplicador recebe uma remuneração diária que acompanha a Selic, atualmente em 14,5% ao ano, superando a rentabilidade da poupança tradicional. A proposta é que o Tesouro Reserva funcione como uma reserva de emergência acessível e de fácil movimentação.
Uma das inovações do Tesouro Reserva é a ausência da marcação a mercado. Diferentemente de outros títulos públicos, seu valor não oscilará diariamente com as condições econômicas, proporcionando uma experiência mais estável para o investidor. O cálculo do rendimento seguirá a “marcação na curva”, contabilizando os juros dia após dia e reduzindo a visibilidade de flutuações de curto prazo.
Com a Selic em patamares elevados, o Tesouro Reserva apresenta um potencial de retorno significativamente maior que a poupança. Simulações indicam que R$ 1 mil aplicados por seis meses renderiam mais de R$ 20 acima da caderneta. O investimento possui um limite máximo de R$ 500 mil por pessoa, buscando atrair tanto iniciantes quanto quem já investe.
Outro grande atrativo é a negociação contínua. O Tesouro Reserva é o primeiro título público com movimentação 24 horas por dia, sete dias por semana, incluindo fins de semana e feriados, com resgates em até dois dias úteis e possibilidade de transações via Pix. Essa flexibilidade contrasta com o horário limitado e prazos de resgate mais longos de outros títulos do Tesouro Direto.
O investimento está sujeito à tabela regressiva do Imposto de Renda sobre os rendimentos e ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para resgates nos primeiros 30 dias. A taxa de custódia da B3, de 0,20% ao ano, será cobrada apenas para valores acima de R$ 10 mil.
O Tesouro Nacional almeja expandir a base de investidores de títulos públicos para mais de 10 milhões nos próximos anos, apostando na facilidade de acesso, baixo valor de entrada e liquidez instantânea do Tesouro Reserva para alcançar esse objetivo. O novo título público federal chega para disputar espaço com a poupança, CDBs e outras opções de renda fixa, oferecendo a garantia do governo federal como diferencial.


