O Tesouro Direto registrou um desempenho expressivo em fevereiro, alcançando o maior volume de vendas para este mês desde sua criação em 2002. Foram comercializados R$ 8,25 bilhões em títulos públicos para pessoas físicas, um aumento significativo de 43,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando as vendas totalizaram R$ 5,76 bilhões. Apesar do recorde mensal, o volume foi 31,4% inferior a janeiro, mês que historicamente apresentou o maior volume de vendas já registrado, impulsionado pela readequação de portfólios com títulos prefixados que venceram.
Em fevereiro, os títulos atrelados à taxa básica de juros (Selic) lideraram a preferência dos investidores, respondendo por 49% das vendas totais. Títulos corrigidos pela inflação (IPCA) representaram 29,8%, enquanto os títulos prefixados, com rentabilidade definida no ato da compra, somaram 13%. Os produtos mais recentes, como o Tesouro Renda+, voltado para aposentadorias, e o Tesouro Educa+, destinado à educação, responderam por 6,4% e 1,9% das vendas, respectivamente.
O elevado patamar da Taxa Selic, atualmente em 14,75% ao ano, e as expectativas de aumento na inflação oficial são fatores que continuam a impulsionar o interesse dos investidores por títulos públicos, tanto os pós-fixados quanto os atrelados à inflação. O estoque total do Tesouro Direto atingiu R$ 226,93 bilhões ao final de fevereiro, um crescimento de 3,03% em relação ao mês anterior e de 38,36% em relação a fevereiro de 2023. Esse aumento se deve à atratividade dos juros e ao fato de as vendas terem superado os resgates em R$ 4,65 bilhões.
O programa também viu um acréscimo de 222.220 novos participantes em fevereiro, elevando o número total de investidores para 34.809.947. Nos últimos 12 meses, o programa registrou um crescimento de 9,66% no número de investidores. Investidores com aplicações de até R$ 5 mil foram os mais numerosos, representando 75,3% das 805.676 operações realizadas no mês, com destaque para as aplicações de até R$ 1 mil, que corresponderam a 51,7%. A preferência recai sobre títulos de médio prazo, com 52,6% das vendas concentradas em títulos com vencimento de até cinco anos.


