Pesquisa da Catho mostra que profissionais bilíngues ganham até 61% a mais no Brasil
Profissionais que falam inglês podem ganhar até 61% a mais do que os que não falam, segundo levantamento da Catho. Essa diferença salarial, que muitos associam apenas ao mundo corporativo, tem origem ainda na infância, dentro da sala de aula.
Para muitas famílias, a decisão de matricular o filho em uma escola bilíngue ainda parece distante do mercado de trabalho. Mas a diferença salarial documentada pelos estudos mostra que o caminho entre a primeira palavra em inglês e um currículo mais competitivo pode ser mais curto do que se imagina.
Por que aprender inglês na infância faz diferença
Pesquisas em neurociência mostram que crianças expostas a mais de um idioma desde cedo desenvolvem habilidades que vão além da comunicação. A capacidade de transitar entre sistemas linguísticos diferentes fortalece atenção, memória e raciocínio. Para quem aprende inglês ainda pequeno, o idioma deixa de ser uma matéria e passa a ser uma forma natural de pensar e se expressar.
“Uma criança que cresce em um ambiente bilíngue estruturado não percebe o inglês como algo a ser estudado. Ela o incorpora como uma forma natural de se comunicar e entender o mundo, e isso faz toda a diferença quando ela chega ao mercado de trabalho”, explica Raquel Nazário, diretora regional da Maple Bear Brasília, escola bilíngue com metodologia canadense.

O Guia Salarial 2025 da Robert Half aponta a fluência em inglês como uma das habilidades técnicas mais procuradas por recrutadores brasileiros. Em áreas como tecnologia, consultoria e finanças, o idioma é pré-requisito para posições mais bem remuneradas e abre portas para oportunidades internacionais.
Mas o acesso a esse mercado depende de uma base construída ao longo do tempo. Para quem começa na infância, em um ambiente de imersão, o processo é mais natural e consistente do que para quem tenta aprender na vida adulta com prazo definido.
“O ensino bilíngue desde cedo não é um luxo, é um investimento com retorno concreto. Estamos preparando crianças para um mercado que já valoriza essa habilidade com diferença salarial significativa”, reforça Raquel Nazário.
Para famílias que pensam no futuro dos filhos, a pergunta deixa de ser quando começar a aprender inglês e passa a ser como garantir que essa base seja sólida desde o início.


