Pré-candidato ao Senado afirma que o Amazonas já fez sua parte com investimentos em segurança, mas que o enfrentamento ao tráfico exige participação permanente do Governo Federal

O pré-candidato ao Senado Wilson Lima defendeu a criação de uma Polícia de Fronteira com atuação terrestre e fluvial para reforçar o combate ao tráfico de drogas e reduzir os homicídios no Amazonas. Durante participação no podcast JC às 15, do Jornal do Commercio, ele afirmou que o Estado já ampliou os investimentos em tecnologia, inteligência e estrutura policial, mas não consegue assumir sozinho a proteção de uma área que concentra quase um terço da fronteira brasileira.

Wilson Lima explicou que o Amazonas possui uma extensão territorial e uma rede de rios que exigem uma estrutura federal permanente, com policiais posicionados em pontos estratégicos da faixa de fronteira e equipes preparadas para atuar nas calhas fluviais. Segundo ele, fechar as rotas utilizadas pelo tráfico é fundamental para combater as organizações criminosas e evitar que as disputas por território continuem resultando em mortes, sobretudo em Manaus.

“Eu quero levar essa proposta para criar essa Polícia de Fronteira, levando em consideração a extensão de fronteira que nós temos. Dos 15, 16 mil quilômetros de fronteiras que o Brasil tem, quase um terço está aqui no Amazonas. Então, só a nossa polícia não consegue fazer isso sozinha”, afirmou.

Durante sua gestão, Wilson Lima ampliou a presença das forças de segurança nos rios e nas áreas mais afastadas do Amazonas. Entre as principais medidas estão a implantação e a expansão das Bases Arpão, a aquisição de 13 lanchas blindadas com armamento pesado e o uso de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) para monitorar regiões de difícil acesso, identificar movimentações suspeitas e apoiar operações policiais.

“Essa Polícia de Fronteira inclui tudo isso. A polícia do Amazonas possui duas bases, a Base Arpão, que fica no Rio Negro, e uma no Médio Solimões, e as lanchas blindadas. Hoje, o Amazonas tem 13 lanchas blindadas e colocamos nessas lanchas armamento pesado. A Polícia de Fronteira incluiria esse policial que ficaria ali de forma terrestre e também o policiamento fluvial”, explicou Wilson Lima.

Na capital, a modernização da segurança pública incluiu a implantação do Sistema Paredão, inicialmente com 500 câmeras, e a posterior ampliação da estrutura com mais 650 equipamentos de reconhecimento facial. A tecnologia integrou videomonitoramento, leitura de placas e análise de dados para localizar veículos roubados, identificar foragidos e auxiliar na elucidação de crimes.

A proposta apresentada por Wilson Lima prevê o reforço dessas ações por meio de uma força especializada e permanente, com estrutura terrestre e fluvial, embarcações blindadas, armamento adequado, tecnologia e inteligência. A atuação teria como prioridade os pontos estratégicos da fronteira e as rotas utilizadas pelo crime organizado para transportar drogas pelos rios do Amazonas.

Os resultados das ações integradas aparecem no volume de entorpecentes retirados de circulação. Em 2025, as forças de segurança apreenderam 46,6 toneladas de drogas. Entre janeiro e maio de 2026, foram 25,7 toneladas, crescimento de 45% em comparação com as 17,7 toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.

Somente as operações fluviais foram responsáveis pela apreensão de 13,4 toneladas nos cinco primeiros meses de 2026, o equivalente a 52% de toda a droga retirada de circulação no período. As ações causaram prejuízo superior a R$ 309 milhões às organizações criminosas e reforçaram a importância de uma presença permanente nos rios e nas regiões de fronteira.

Além da criação da Polícia de Fronteira, Wilson Lima defendeu a castração química para estupradores como uma das pautas que pretende levar ao Senado. Para o pré-candidato, o enfrentamento à criminalidade exige a união entre os governos estadual e federal, o fortalecimento das forças policiais, o endurecimento das leis e a ampliação das políticas de proteção à população.

ASSESSORIA – WILSON LIMA