A Paralimpíada de Inverno de Milão-Cortina, na Itália, chegou ao fim neste domingo (15), marcando um capítulo inédito para o Brasil nos esportes de neve. A delegação brasileira, composta por oito atletas, foi a maior já enviada a uma edição do evento, e o país celebrou a conquista de sua primeira medalha paralímpica de inverno: a prata de Cristian Ribera na prova de sprint (um quilômetro) do esqui cross-country, na categoria para competidores sentados.
A competição encerrou com a disputa dos 20 quilômetros do esqui cross country. Seis atletas brasileiros participaram da prova em Tesero. Cristian Ribera obteve um quinto lugar na categoria masculina, com o tempo de 53min40s8, enquanto Aline Rocha, também competindo na categoria sentada, alcançou o quinto lugar no feminino, com 1h01min30s2.
Cristian Ribera comentou sobre seu desempenho na prova mais longa: “Não é minha especialidade. Eu esperava um bom resultado, mas sabia que seria uma luta. Nas primeiras parciais, estava em segundo ou terceiro. Talvez, se eu segurasse um pouco, desse para recuperar no fim. Nessas provas longas, a gente vê que a competição é muito forte. Hoje, cheguei mais de um minuto atrás dos mesmos atletas que venci no sprint”, declarou o atleta, radicado em Jundiaí (SP), em depoimento ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).
Outros brasileiros que competiram nos 20 km foram Guilherme Rocha (19º), Robelson Lula (22º) no masculino, e Elena Sena (14º) no feminino. Na classe standing (atletas que competem de pé) masculina, Wellington da Silva ficou em 25º lugar. A campanha brasileira também incluiu o sétimo lugar de Aline Rocha no biatlo paralímpico e do trio formado por ela, Cristian e Wellington no revezamento do esqui cross-country.
Vitória Machado se destacou ao se tornar a primeira mulher brasileira a competir no snowboard em uma edição de inverno. Ela e André Barbieri, outro representante do Brasil no snowboard, foram os escolhidos para participar da cerimônia de encerramento em Cortina d’Ampezzo. André Barbieri, que se recuperou de um acidente durante um treino antes do evento, teve a honra de ser o porta-bandeira do Brasil.
O presidente do CPB, José Antônio Freire, avaliou a participação brasileira como um marco: “Com resultados consistentes, presença em finais e um pódio histórico no cross-country, a participação brasileira em Milão-Cortina 2026 consolida um novo momento dos esportes de inverno paralímpicos do país e reforça a evolução técnica da equipe nacional nas provas disputadas na neve”, afirmou.
A próxima edição da Paralimpíada de Inverno está prevista para os Alpes Franceses, em março de 2030. Antes disso, em 2028, os Jogos de Verão ocorrerão em Los Angeles, nos Estados Unidos.


