O jovem atacante Endrick, peça chave no Real Madrid, veio a público nesta quinta-feira (2) para dissipar quaisquer dúvidas sobre seu relacionamento com o técnico Carlo Ancelotti, após não ter atuado na estreia do Brasil na Copa do Mundo contra Marrocos. Ele demonstrou profunda admiração pelo treinador italiano, destacando sua confiança na visão tática de Ancelotti.
“Na primeira temporada com o mister [Ancelotti] no Real, eu joguei bastante. Poucos minutos, mas entrando em quase todos os jogos. Ele sempre falava para ficar tranquilo, que minha hora iria chegar. Na Copa do Rei, iniciei quase todos os jogos e pude fazer gols em praticamente todos. O mister sabe muito bem o que faz”, declarou Endrick em entrevista coletiva realizada em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
Endrick ressaltou a capacidade de Ancelotti em gerenciar o elenco, enfatizando que as decisões visam sempre o benefício coletivo. “O mister sabe como posso contribuir. Ele não vai fazer o melhor para mim, mas pela equipe. E é isso que ele tem de melhor. As coisas acontecem. Parece que Deus olha para ele e diz que é iluminado. Todos os jogadores aqui seguem o plano do mister. Vou escutar e fazer o que ele me pedir”, afirmou o atacante.
Com a lesão de Lucas Paquetá, Endrick surge como um dos fortes candidatos a ocupar seu lugar na equipe. O jogador do Real Madrid, que estava emprestado ao Lyon, foi substituído no intervalo da partida contra o Japão, quando o Brasil perdia por 1 a 0, e agora se prepara para o confronto decisivo contra a Noruega, no próximo domingo (5), que vale uma vaga nas quartas de final.
Questionado sobre a expectativa de ser titular, Endrick manteve a calma: “Vou dormir como um bebê [risos]. Faço minha oração, converso com Deus e fico tranquilo, que as coisas vão acontecer no momento certo”. O jovem atacante também mencionou o apoio recebido dos jogadores mais experientes da seleção brasileira, citando conversas frequentes com Neymar, Marquinhos, Casemiro e Alisson.
“Tenho uma relação muito boa com o Ney. A gente joga carta depois dos treinos, troca resenha. Em uma folga, pude estar com ele. É muito importante conversarmos com os nossos capitães. Tem também o [zagueiro] Marquinhos, o [volante] Casão [Casemiro], o [goleiro] Alisson. Como fazia com o [zagueiro] Gustavo Gómez no Palmeiras. São pessoas inteligentes do futebol”, destacou o camisa 19.
Endrick também comentou sobre a possibilidade de reencontrar Rayan em campo, companheiro de longa data das categorias de base. “Eu e Rayan estávamos até vendo umas fotos nossas jogando na Go Cup [considerado o maior torneio infantil do mundo] em 2017 [em Aparecida de Goiânia (GO) – ambos tinham dez anos]. A gente não imaginava estar aqui [em uma Copa] com 19 anos. Vamos fazer tudo para ajudar o time como o mister pedir”, concluiu.


