Em um mundo cada vez mais marcado por tensões geopolíticas, o esporte universitário emerge como uma poderosa ferramenta de diplomacia e união. Luciano Cabral, primeiro vice-presidente da Federação Internacional do Esporte Universitário (Fisu), ressaltou em entrevista à Agência Brasil o papel fundamental dos atletas-estudantes na construção de um futuro mais harmonioso.

Durante sua presença nos Jogos Universitários de Futebol (JUBs Futebol) em Aracaju, Cabral compartilhou suas expectativas para os Jogos Mundiais Universitários de 2027, que ocorrerão em Chungcheong, na Coreia do Sul. Ele também abordou os desafios de manter um calendário esportivo internacional ativo diante do cenário global de conflitos.

O dirigente enfatizou que o esporte universitário, por estar intrinsecamente ligado ao ambiente acadêmico, promove um intercâmbio cultural rico. Os jovens atletas, em busca de conhecimento, compartilham não apenas suas modalidades esportivas, mas também suas profissões e as histórias de suas regiões, fortalecendo laços e a compreensão mútua.

“O esporte sempre foi um instrumento de paz”, afirmou Cabral, destacando que as dificuldades atuais são vistas como oportunidades para disseminar essa mensagem. Ele observou que, dentro das competições, jovens de países em conflito convivem pacificamente, demonstrando a força unificadora do esporte. O principal desafio, segundo ele, é garantir a realização de 32 eventos mundiais planejados, incluindo cinco em regiões de instabilidade, assegurando a participação de todos e provando que a conexão entre nações é possível.

Cabral relembrou exemplos históricos, como a pausa em uma guerra proporcionada por Pelé, para ilustrar o poder do esporte como instrumento de paz. A Fisu almeja que os jovens atletas levem essa inspiração para suas vidas, tornando-se futuros líderes comprometidos com a preservação desses valores.

Sobre os Jogos Mundiais Universitários de 2027 na Coreia do Sul, Cabral antecipou um evento de grande magnitude, com infraestrutura comparável às Olimpíadas de Los Angeles 2028. A expectativa é de reunir mais de 150 países e cerca de 12 mil participantes, marcando um importante reposicionamento do esporte universitário global após os impactos da pandemia.