O cenário eleitoral no Amazonas para 2026 começa a ganhar contornos mais complexos e dinâmicos, refletindo tanto as movimentações locais quanto a forte polarização nacional entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.

Na disputa pelo Governo do Estado, o senador Omar Aziz ainda aparece como nome competitivo nas pesquisas, chegando a liderar cenários com percentuais acima de 30% das intenções de voto.

No entanto, o ambiente político atual já indica sinais de desgaste e crescimento de rejeição, especialmente diante da consolidação de novos adversários. Entre eles, o prefeito David Almeida, que entrou oficialmente na disputa há poucas semanas e já aparece como principal concorrente, com índices próximos ou acima dos 20% .

A entrada do ex-prefeito David Almeida na disputa ao governo, mudou o equilíbrio da eleição, criando um cenário mais competitivo e fragmentado.

A tendência é de acirramento, principalmente porque o eleitorado amazonense ainda apresenta alto índice de indecisos, o que abre espaço para crescimento rápido de candidaturas com menor rejeição. Nesse contexto, o avanço de David Almeida é visto como um dos principais fatores de pressão sobre Omar Aziz na pré-campanha.

SENADO INDEFINIDO

Já na corrida pelo Senado, o quadro é ainda mais indefinido. O senador Eduardo Braga, que historicamente lidera as intenções de voto, começa a enfrentar maior dificuldade para manter sua posição.

Pesquisas recentes mostram uma disputa embolada, com nomes como Plínio Valério em crescimento e consolidando espaço entre os eleitores, além da entrada do ex-governador Wilson Lima, que amplia ainda mais a fragmentação. Wilson ainda não oficializou a pré-candidatura.

Plínio vem trabalhando muito o seu nome como o segundo voto e tem conseguido bons resultados junto ao eleitorado. Plínio, segundo as últimas pesquisas, é o que tem menos rejeição e isso o beneficia.

Outros nomes também influenciam diretamente o cenário, como Marcelo Ramos e Capitão Alberto Neto, que aparecem com percentuais relevantes e contribuem para um ambiente de disputa aberta, sem favoritos absolutos . Ao governo ainda aparece a pré-candidata Maria do Carmos (PL), ao governo do estado.

A leitura política indica que o Amazonas tende a reproduzir, em nível regional, a polarização nacional.

Candidatos mais alinhados à direita, próximos ao bolsonarismo, podem se beneficiar do crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas nacionais, enquanto nomes ligados ao campo progressista enfrentam o desafio de manter a base eleitoral diante de sinais de desgaste do governo Luiz Inácio Lula da Silva.

Nesse contexto de pré-campanha, o que se desenha é uma eleição altamente imprevisível no Amazonas, marcada por rejeição elevada, crescimento de novos protagonistas e forte influência do cenário nacional. A tendência é de disputa acirrada tanto para o governo quanto para o Senado, com mudanças constantes até a definição final das candidaturas e o início oficial da campanha.