Trégua mediada por Egito, Catar e EUA põe fim aos confrontos e abre caminho para negociações de paz; líderes globais e brasileiros comentam o impacto da decisão.
Por Redação Flagrante Jornal
Publicado em 13 de outubro de 2025 — Atualizado às 14h30
Fim da guerra após meses de destruição
Após meses de intensos combates e milhares de mortos, Israel e o grupo terrorista Hamas anunciaram neste sábado (11) um acordo histórico de cessar-fogo, encerrando oficialmente a guerra na Faixa de Gaza. Para a reconstrução de Gaza, onde mais de dois milhões de pessoas perderam sua moradia, foi cauculado a necessidade de investimento em torno de U$ 80 bilhões.
A trégua, mediada por Egito, Catar e Estados Unidos, prevê o fim imediato das hostilidades, a libertação de reféns e a abertura gradual de corredores humanitários para reconstrução da região.
Fontes diplomáticas confirmaram que as tratativas ocorreram em sigilo em Doha, capital do Catar, e resultaram em um documento assinado sob supervisão da Organização das Nações Unidas (ONU).
Condições do acordo de paz
O texto do acordo estabelece:
- Retirada parcial das tropas israelenses da Faixa de Gaza;
- Troca de prisioneiros em etapas supervisionadas pela ONU;
- Monitoramento internacional do cumprimento do cessar-fogo;
- Garantia de entrada de ajuda humanitária e reconstrução de infraestruturas civis.
Diplomatas classificaram o entendimento como o mais significativo avanço diplomático no Oriente Médio em décadas.
Repercussão internacional
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o acordo representa “um passo essencial para restaurar a estabilidade no Oriente Médio”. Trump foi o mais festajeado e elogiado por lideres mundiais pela intervenção em Israel e com o grupo Hamas.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou que a paz “só será duradoura com segurança para Israel e autodeterminação para os palestinos”.
Na Europa, Emmanuel Macron (França) e Olaf Scholz (Alemanha) elogiaram o cessar-fogo e prometeram apoio financeiro à reconstrução de Gaza. A União Europeia já anunciou a criação de um fundo emergencial de 2 bilhões de euros para ações humanitárias.
Entre os países árabes, o Egito celebrou o sucesso da mediação, enquanto o Irã, aliado do Hamas, criticou o acordo, chamando-o de “recuo estratégico”.
Repercussão no Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou o acordo e reafirmou a defesa da solução de dois Estados. Em nota, o Itamaraty declarou que o Brasil “acompanhará de perto os desdobramentos e oferecerá apoio humanitário às vítimas civis”.
No Congresso Nacional, parlamentares da base governista comemoraram a trégua, enquanto opositores pediram cautela e criticaram a participação do Hamas nas negociações.
Nas redes sociais, o tema dominou os debates. Entidades judaicas brasileiras celebraram o cessar-fogo, enquanto grupos pró-Palestina pediram investigações sobre crimes de guerra cometidos durante o conflito.
Desafios e próximos passos
Especialistas alertam que o acordo, embora histórico, não garante uma paz duradoura. Questões como o desarmamento do Hamas, o controle das fronteiras e o futuro político da Autoridade Palestina continuam em aberto.
Segundo o analista internacional Ricardo Sennes, “a trégua é uma vitória diplomática, mas o restabelecimento da confiança levará anos”.
Foi emocionante o retorno dos reféns a Israel. O ato comoveu o mundo. Em Tel Aviv e Gaza, famílias celebram o silêncio das armas — um momento de respiro após meses de horror e incerteza.


