Executado pela UGPE, o programa está entre 14 projetos selecionados no país para uma iniciativa que avaliará os impactos dos investimentos públicos na vida da população
Um programa que está transformando a infraestrutura urbana de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus) acaba de ganhar destaque nacional, na carteira de investimentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil. Executado pelo Governo do Amazonas, por meio da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), o Programa de Saneamento Integrado (Prosai) de Parintins foi selecionado para integrar uma iniciativa-piloto que avaliará não apenas o andamento das obras financiadas pela instituição, mas os resultados efetivamente gerados para a população em áreas como saneamento, habitação, mobilidade urbana e recuperação ambiental.
O anúncio foi feito durante o Dia das Operações 2026, em Brasília (DF), encontro que reúne governos estaduais, municipais e equipes técnicas responsáveis pela execução de programas financiados pelo Banco e que antecede a Revisão de Carteira do BID, principal fórum anual de avaliação das operações em andamento no Brasil.
O programa amazonense está entre apenas 14 projetos da carteira do BID no país escolhidos para a iniciativa, voltada ao aperfeiçoamento dos mecanismos de monitoramento, gestão de riscos e avaliação de impacto dos investimentos públicos.
Para o engenheiro civil Marcellus Campêlo, ex-secretário da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE) e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e que esteve à frente da elaboração e execução do Prosai, a escolha do programa simboliza um reconhecimento à qualidade técnica e aos resultados que já começa a apresentar em Parintins.
“Fico muito feliz com esse reconheço nacional. Significa que o projeto passa a ser observado como uma experiência capaz de gerar aprendizados e contribuir para o aprimoramento de outras operações financiadas pelo BID no Brasil”, afirma Campêlo.
O ex-secretário conduziu a UGPE e Sedurb até março deste ano, quando se desincompatibilizou dos cargos para colocar o nome à disposição da Federação União Progressista (UP), como pré-candidato a deputado estadual. Campêlo é segundo vice-presidente do União Brasil no Amazonas e membro titular do diretório da UP no estado.
Com investimentos de US$ 130 milhões, sendo US$ 100 milhões (cerca de R$ 560,9 milhões) financiados pelo BID e US$ 30 milhões de contrapartida do Governo do Amazonas, o Prosai participa dessa experiência, que é voltada ao desenvolvimento de metodologias capazes de medir, com maior precisão, os resultados efetivos dos investimentos públicos e seus impactos na vida da população.
Iniciado em setembro de 2024, o Prosai já começa a produzir resultados concretos em Parintins. Uma das principais mudanças foi a melhoria do sistema de abastecimento de água. Com a implantação da primeira etapa do novo sistema, a população deixou de depender de poços contaminados por metais pesados e passou a receber água tratada de qualidade nas torneiras.
As obras da rede de esgotamento sanitário também estão em andamento e devem elevar de zero para 25% a cobertura desse serviço no município, um grande salto. Além dos investimentos em saneamento, o programa prevê a requalificação de mais de 208 mil metros quadrados em seis bairros da cidade, com a construção de parques, praças, ciclovias, equipamentos esportivos, espaços para pequenos empreendedores e estruturas voltadas à qualificação profissional.
Na análise de Marcellus Campêlo, o reconhecimento ao Prosai reforça uma trajetória de projetos executados pelo Governo do Amazonas que vêm recebendo destaque dentro e fora do país.
Como exemplo, cita o Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+), também desenvolvido pela UGPE, e que em 2025 esteve entre os três melhores do mundo no prêmio internacional Year in Infrastructure, considerado uma das principais premiações mundiais voltadas a projetos de infraestrutura. “Foi o único da Amazônia, representando o Brasil com outros três projetos da Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais”, destaca Marcellus Campêlo.
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