Após atingir um novo pico histórico na véspera, a bolsa de valores brasileira registrou uma correção significativa nesta quarta-feira (4), com o Ibovespa, principal índice da B3, perdendo 2,14% e fechando o dia aos 181.708 pontos. A desvalorização foi impulsionada principalmente pelas ações de instituições financeiras.

O movimento de queda foi influenciado tanto pelo desempenho negativo das bolsas americanas quanto por uma realização de lucros por parte dos investidores, que buscaram garantir os ganhos obtidos nos recentes recordes. Paralelamente, o dólar comercial manteve-se estável, cotado a R$ 5,25, mesmo diante de pressões internacionais.

No cenário econômico, o Banco Central confirmou a redução da taxa Selic para março, mas sinalizou a manutenção de juros em patamar restritivo. O mercado financeiro também revisou para baixo a projeção de inflação para este ano, estimando agora 3,99%.

A valorização das commodities, como o petróleo tipo Brent – que subiu mais de 3% em meio a tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã –, auxiliou na resistência de moedas de países emergentes frente à pressão externa. O dólar, apesar da estabilidade no fechamento, chegou a cair para R$ 5,21 durante a manhã.

A bolsa de Nova York também operou em baixa, refletindo preocupações sobre uma possível bolha no setor de inteligência artificial. Adicionalmente, dados sobre a atividade do setor de serviços nos EUA, que apresentaram uma queda menor que o esperado, reduziram as expectativas de um corte iminente na taxa de juros pelo Federal Reserve em sua próxima reunião em março.