Os Correios deram início nesta quinta-feira (12) a um leilão de 21 imóveis próprios, localizados em 11 estados brasileiros. Esta iniciativa marca o primeiro passo de um plano de reestruturação financeira que visa otimizar o patrimônio da empresa e melhorar sua saúde financeira.

Os imóveis disponíveis para venda imediata incluem terrenos, prédios administrativos, galpões e apartamentos funcionais, classificados como ociosos pela estatal. A venda desses bens não deve afetar a prestação de serviços à população, segundo comunicado oficial.

A estratégia dos Correios com a venda desses ativos é reduzir os custos de manutenção de propriedades não utilizadas e arrecadar até R$ 1,5 bilhão. Esses recursos serão reinvestidos na própria empresa, fortalecendo suas operações. Outros bens ociosos de diversas localidades também estão previstos para serem vendidos ainda no primeiro semestre.

Os leilões são realizados de forma totalmente digital, permitindo a participação de pessoas físicas e jurídicas. Os lances iniciais variam de R$ 19 mil a R$ 11 milhões, buscando atrair um público diversificado de investidores. A modalidade de lances sucessivos garante que, na ausência de lances pelo valor inicial, o preço seja ajustado durante o evento.

Os interessados em participar devem se cadastrar no site da empresa leiloeira, a Vip Leilões, e se habilitar no leilão de interesse. O pagamento do bem arrematado deve ser feito em até 60 dias.

As informações detalhadas sobre os lotes, editais, condições e cronograma estão disponíveis nos sites dos Correios e da Vip Leilões. A empresa também oferece suporte por WhatsApp e e-mail para esclarecimentos.

Esta medida faz parte de um plano mais amplo de reestruturação financeira que inclui o fechamento de mil agências e um programa de desligamento voluntário com expectativa de até 15 mil adesões. Os Correios enfrentam um déficit estrutural significativo e buscam estabilização financeira após a captação de R$ 12 bilhões em crédito.