As vendas do comércio varejista brasileiro registraram um avanço de 1,6% ao final de 2025, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da alta anual, o setor apresentou uma desaceleração em comparação com o ano anterior, quando o crescimento acumulado atingiu 4,1%.

Na transição de novembro para dezembro de 2025, o comércio varejista registrou uma variação negativa de 0,4%. A média móvel trimestral, contudo, mostrou um leve avanço de 0,3% no período encerrado em dezembro.

Segundo Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), o desempenho de 2025 foi impulsionado principalmente pelos setores de artigos farmacêuticos, móveis e eletrodomésticos, e equipamentos para escritório, informática e comunicação. Este último segmento foi beneficiado pela desvalorização do dólar frente ao real, o que tornou produtos eletrônicos importados, como celulares e laptops, mais acessíveis.

O comércio varejista ampliado, que engloba também os segmentos de veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, apresentou um cenário menos favorável. O volume de vendas em dezembro de 2025 caiu 1,2% em relação a novembro, e o acumulado anual fechou em tímidos 0,1%. Santos atribuiu essa estagnação às perdas em setores como a revenda de veículos e o atacado de produtos alimentícios, impactado pela queda na distribuição de cereais e leguminosas.

Das onze atividades pesquisadas no varejo ampliado, sete encerraram o ano com resultados positivos. Destaque para artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, e móveis e eletrodomésticos, ambos com alta de 4,5%. Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação também se destacaram com 4,1% de crescimento. Outros setores com desempenho positivo foram outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%), tecidos, vestuário e calçados (1,3%), hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%) e combustíveis e lubrificantes (0,6%).

Por outro lado, os setores que registraram queda em 2025 foram veículos e motos, partes e peças (-2,9%), atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (-0,9%) e material de construção (-0,2%).