O dólar comercial encerrou a sexta-feira (13) cotado a R$ 5,229, registrando uma leve alta de R$ 0,029, o equivalente a 0,57%. A moeda americana operou em alta durante a maior parte do dia, chegando a atingir a marca de R$ 5,25 por volta do meio-dia. No entanto, a tensão diminuiu no período da tarde, influenciada por uma melhora no cenário do mercado dos Estados Unidos.

Apesar da valorização recente, o dólar apresentou uma alta semanal de apenas 0,18%. No acumulado do ano, a divisa registra uma desvalorização de 4,72%.

O mercado de ações também vivenciou um dia de ajustes. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 0,69%, terminando o dia aos 186.464 pontos. O índice chegou a cair 1,99% no início da tarde, mas recuperou parte das perdas posteriormente, impulsionado pela alta nos preços do petróleo, que beneficia as ações de empresas do setor, e pela recuperação das bolsas americanas.

No cenário internacional, dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos, que registraram 0,2% em fevereiro, não foram suficientes para animar os investidores. Adicionalmente, a divulgação de um número de empregos nos EUA acima do esperado na quarta-feira (12) diminui as expectativas de cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed) nos próximos meses.

As preocupações com uma potencial bolha no setor de inteligência artificial continuam a pesar sobre o mercado financeiro. O índice Nasdaq, que reúne empresas de tecnologia, recuou 0,22% nesta sexta-feira, enquanto os outros principais índices de bolsas americanas fecharam com leves ganhos.

Internamente, o movimento de realização de lucros foi predominante. Investidores aproveitaram as recentes quedas do dólar para adquirir a moeda a preços mais baixos e, ao mesmo tempo, venderam ações na bolsa de valores, onde a sequência de recordes permitiu a concretização de ganhos.