Plínio Valério repudia e anuncia que irá recorrer ao Judiciário para tentar barrar decisão da Funai de criar mais três territórios indígenas na região do trecho do meio, clara manobra para inviabilizar o asfaltamento da BR-319, anunciado mês passado pelo presidente Lula

_A criação das novas reservas podem somar quase um milhão de hectares e, além de inviabilizar a recuperação da BR-319, pode provocar a expulsão de produtores rurais, por suposta sobreposição com  imóveis rurais em Pauini, Beruri, Manaquiri e Borba_

MANAUS . O caminho mais uma vez é a Justiça. O senador Plínio Valério (PSDB-AM) repudiou com veemência a nova estratégia da  FUNAI, cooptada por ONGs, de inviabilizar o asfaltamento da BR -319 com a aprovação de estudo que prevê  a criação de mais  três Terras Indígenas (TIs) ao longo do chamado trecho do meio.

A estratégia da Funai é claramente uma reação ao anuncio do próprio presidente Lula , em sua visita ao Amazonas mês passado de autorizar os editais para iniciar a recuperação desse trecho . 

Ele reconhece que tem  gente que não acredita muito no resultado,  mas o único caminho  é recorrer  ao Judiciário para provar que essas Tis são desnecessárias, e só vem para prejudicar a a  Amazônia, mais um ato para inviabilizar o asfaltamento da BR 319. 

_ Portanto, como dizíamos lá no tempo da faculdade: a luta continua. E vai continuar mesmo _ garantiu

Segundo revelação da Revista Cenarium, as novas reservas vão somar quase 1 milhão de hectares em municípios da região da BR-319 . Os  documentos já foram publicados nas edições do Diário Oficial da União da semana passada.  Esses estudos citam eventuais sobreposições com imóveis rurais em Pauini, Beruri, Manaquiri e Borba,  o que deve ensejar também novas expulsões de produtores rurais na região. 

_ A Funai acaba de anunciar estudo para a criação de mais três territórios indígenas , na região do entorno da BR-319, quase um milhão de hectares que eles querem isolar dizendo que vão dedicar aos indígenas. Os indígenas não querem mais  terras, isso ficou provado na CPI da ONGs, eles estiveram lá e disserem que querem é respeito, políticas públicas que nunca vem. Não vem porque o objetivo dessa gente , e a Funai foi cooptada, é isolar a Amazônia . Torná-la um celeiro , uma reserva para mundial para essa gente que financia essas ONGs. Fica aqui meu repúdio e minha luta . Só tem um caminho , a gente continuar lutando _ anunciou Plínio.