Trabalhadores que contribuem para o PIS e Pasep já podem verificar se têm direito ao abono salarial referente ao ano-base 2024. A consulta foi liberada a partir desta quinta-feira (5) e pode ser realizada de forma digital através do aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pelo portal Gov.br.
O abono salarial beneficia cerca de 1,8 milhão de trabalhadores da iniciativa privada inscritos no PIS, com pagamentos totalizando R$ 2,29 bilhões pela Caixa Econômica Federal. Adicionalmente, 217,2 mil servidores públicos inscritos no Pasep receberão um montante de R$ 301,9 milhões através do Banco do Brasil.
Para consultar o benefício pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital, os interessados devem baixar o app, garantir que está atualizado, fazer login com a conta Gov.br e navegar até as seções “Benefícios” e “Abono Salarial”. O Ministério do Trabalho também disponibiliza um guia detalhado para acesso ao serviço.
As plataformas digitais permitem verificar o valor exato do benefício, a instituição financeira responsável pelo pagamento e a data agendada para o depósito. O valor total distribuído este ano soma R$ 32,3 bilhões, com pagamentos escalonados conforme o mês de nascimento do beneficiário. O montante individual varia entre R$ 136 e R$ 1.621, calculado com base no salário mínimo vigente e nos meses efetivamente trabalhados durante o ano-base.
O primeiro lote de pagamentos, no valor de R$ 2,5 bilhões, será depositado em 16 de fevereiro para os trabalhadores nascidos em janeiro. Os valores estarão disponíveis para saque até o encerramento do calendário, em 30 de dezembro.
Para ter direito ao abono salarial em 2026, é necessário atender a critérios específicos: estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, ter recebido remuneração mensal média de até R$ 2.766 no ano-base, ter exercido atividade remunerada por no mínimo 30 dias e ter os dados informados corretamente pelo empregador no eSocial.
Em caso de dúvidas ou necessidade de mais informações, os trabalhadores podem contatar os canais de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego, as superintendências regionais do Trabalho ou a central Alô Trabalho pelo telefone 158.


