O dólar comercial encerrou o pregão desta terça-feira (14) abaixo da marca de R$ 5,10, atingindo o menor patamar em um mês. A moeda americana fechou cotada a R$ 5,074, uma queda de 1,12% em relação ao real. Este movimento reflete um cenário internacional favorável, impulsionado pela divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos que vieram abaixo das expectativas do mercado.
A divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) americano, que registrou deflação de 0,4% em junho e acumula alta de 3,5% em 12 meses, diminuiu as apostas em futuras elevações da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed). Essa perspectiva de juros mais baixos nos EUA enfraqueceu o dólar globalmente, beneficiando moedas de economias emergentes, como o real brasileiro. O índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de moedas fortes, também apresentou recuo.
Em contrapartida, a Bolsa de Valores brasileira, representada pelo Ibovespa, acompanhou o otimismo e fechou em alta de 0,51%, aos 176.641 pontos. A melhora nas expectativas sobre os juros americanos tende a favorecer investimentos em mercados emergentes, impulsionando o desempenho da bolsa brasileira.
No cenário de commodities, os preços do petróleo voltaram a subir, atingindo o maior nível em aproximadamente um mês. O barril Brent avançou 1,72%, negociado a US$ 84,73, enquanto o WTI registrou alta de 1,53%, fechando em US$ 79,34. As tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente entre Estados Unidos e Irã, e o consequente risco de interrupção no fornecimento global de petróleo continuam sustentando os preços. Contudo, a elevação acentuada do petróleo pode gerar preocupações sobre o impacto na inflação global e no ritmo de crescimento econômico, o que poderia moderar a demanda futura pela commodity.


