O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que monitora a inflação para famílias com renda de um a cinco salários mínimos, registrou um avanço de 0,39% em janeiro. Este resultado representa uma aceleração em relação a dezembro, quando o índice havia ficado em 0,21%. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta alcançou 4,3%, superando os 3,9% registrados até o final do ano anterior.
Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (10), indicam uma dinâmica diferente entre os grupos de produtos. A inflação dos alimentos, que impacta diretamente o orçamento das famílias de menor renda, desacelerou significativamente, caindo de 0,28% em dezembro para 0,14% em janeiro. Em contrapartida, os itens não alimentícios apresentaram uma forte alta, saltando de 0,19% para 0,47% no mesmo período.
O INPC é um indicador crucial para a correção do poder de compra de grande parte da população brasileira. Ele é utilizado como referência para o reajuste salarial de diversas categorias profissionais e para o cálculo de benefícios sociais, como o seguro-desemprego e o teto do INSS. Diferentemente do IPCA, considerado a inflação oficial e que abrange famílias com renda de até 40 salários mínimos, o INPC dá maior peso aos gastos com alimentação, refletindo a realidade de consumo dos trabalhadores com menor poder aquisitivo.


