O setor de serviços registrou uma retração de 0,4% em maio, impactado principalmente pelo desempenho negativo no segmento de transportes. Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficaram aquém das projeções de mercado, que esperavam uma variação próxima de zero.

Apesar do recuo mensal, a comparação com o mesmo período do ano anterior mostra um crescimento de 0,4%. No acumulado de janeiro a maio, o setor avança 1,9% em relação ao mesmo período de 2025. Contudo, o ritmo de expansão em 12 meses desacelerou, atingindo 2,6% em maio, ante 2,9% em abril.

Com os resultados recentes, o setor de serviços opera 19,6% acima dos níveis pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda 0,5% abaixo do pico histórico registrado em outubro de 2025. A pesquisa abrange dados desde janeiro de 2011.

A retração em maio foi influenciada pela queda em dois dos cinco grupos de atividades pesquisadas. O segmento de transportes, serviços auxiliares e correio registrou uma variação negativa de 1%, sendo o principal responsável por puxar o índice geral para baixo, devido ao seu peso significativo (33,67%) na pesquisa. Houve menor receita em companhias aéreas de passageiros, transporte rodoviário de carga e logística.

Em contrapartida, os serviços prestados às famílias apresentaram uma leve alta de 0,2%, alcançando o maior patamar desde dezembro de 2014. Esse desempenho positivo é atribuído a fatores como o baixo índice de desemprego, o aumento da massa de rendimentos e a estabilidade nos preços.

O índice de atividades turísticas (Iatur), que compõe parte da pesquisa, também recuou 0,4% em maio na comparação mensal. No entanto, em 12 meses, o setor turístico acumula expansão de 1,7%, situando-se 10,8% acima do nível pré-pandemia, mas 2,5% abaixo de seu pico histórico em dezembro de 2024.