Estudo recruta voluntários e reúne especialistas da saúde e da computação para desenvolver novas estratégias de acompanhamento da condição
Manaus (AM) – O Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV-Ufam), administrado pela Rede HU Brasil, participa de uma pesquisa que pretende ampliar as possibilidades de monitoramento da Doença de Parkinson com o apoio de tecnologias inteligentes. A iniciativa, denominada Projeto PRIME (Pesquisa e Inovação no Monitoramento da Doença de Parkinson), recruta voluntários para um estudo que poderá contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias de monitoramento e acompanhamento da condição.
O estudo reúne pesquisadores do Instituto de Computação (IComp/Ufam), da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia (Feff/Ufam) e do HUGV. Segundo o coordenador do projeto, professor Eduardo Souto, da Ufam, a iniciativa busca criar bases para o desenvolvimento de tecnologias que permitam um acompanhamento mais próximo da realidade vivida pelos pacientes.
“Hoje, grande parte da avaliação da Doença de Parkinson acontece em momentos pontuais, durante consultas ou exames específicos. Com o PRIME, buscamos gerar conhecimento que permita desenvolver ferramentas capazes de identificar variações dos sintomas de forma mais contínua e objetiva. No futuro, essas tecnologias poderão apoiar o acompanhamento clínico com informações complementares sobre a evolução da doença, contribuindo para decisões mais personalizadas”, afirma.
Tecnologia aplicada ao cuidado
A Doença de Parkinson provoca sintomas que podem variar ao longo do dia, como tremores, rigidez muscular, lentidão dos movimentos, alterações do equilíbrio e dificuldades para realizar atividades cotidianas. Para ampliar a compreensão sobre a evolução da enfermidade, o PRIME investiga o uso de dispositivos vestíveis equipados com sensores capazes de registrar dados de movimento durante a rotina dos participantes.
A proposta é utilizar essas informações para desenvolver modelos computacionais capazes de reconhecer alterações associadas à doença e que, futuramente, possam ser incorporados a dispositivos amplamente utilizados pela população, como smartphones e relógios inteligentes. Além dos sinais motores, o estudo também avalia aspectos relacionados ao sono, à fala e à funcionalidade dos participantes, contribuindo para uma visão mais abrangente da condição clínica.
Integração entre saúde e tecnologia
O PRIME reúne profissionais e estudantes das áreas da saúde e da computação em uma abordagem multidisciplinar. Enquanto as equipes clínicas são responsáveis pela avaliação dos participantes, definição dos protocolos e interpretação dos sintomas e alterações funcionais, os pesquisadores da área de tecnologia atuam no desenvolvimento de métodos de análise, modelos computacionais e soluções capazes de transformar os dados coletados em informações relevantes para a pesquisa e futuras aplicações no cuidado em saúde.
“Essa integração entre diferentes áreas do conhecimento contribui para que as tecnologias desenvolvidas sejam não apenas tecnicamente robustas, mas também clinicamente relevantes e alinhadas às necessidades reais das pessoas com Doença de Parkinson”, destaca o coordenador.
Quem pode participar
A pesquisa está recrutando pessoas com diagnóstico de Doença de Parkinson e também voluntários sem a doença, que formarão um grupo de comparação. A participação é gratuita e voluntária. Os interessados podem preencher o formulário disponível na página do projeto ou entrar em contato com a equipe para receber orientações sobre os critérios de participação e as etapas do estudo.
Mesmo quem não puder participar diretamente também pode contribuir compartilhando informações sobre o projeto com pessoas com Doença de Parkinson, familiares, cuidadores, profissionais de saúde e grupos de apoio. Mais informações podem ser obtidas no site do projeto: www.prime.icomp.ufam.edu.br.
Formulário de inscrição: https://forms.gle/gAhees36ypYD4BT18.
E-mail: [email protected].
WhatsApp: (92) 99251-2380.
Sobre a HU Brasil
O HUGV-Ufam faz parte da Rede HU Brasil desde 2013. A estatal foi criada por meio da Lei nº 12.550/2011, vinculada ao Ministério da Educação (MEC), e nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil. A estatal é responsável pela administração de 46 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades de assistência, pesquisa e inovação por meio de uma gestão de excelência.

Fotos: HUGV
Mais informações: Anik Espara – Chefe da Comunicação do HUGV


