A face mais covarde da política de desinformação operou nas redes sociais do vereador Coronel Rosses (PL). Em uma tentativa desesperada de cavar ganhos eleitorais em cima da miséria alheia, o parlamentar publicou um vídeo disparando acusações criminosas e sem provas contra o prefeito de Manaus, Renato Junior. Ao perceber que o crime havia sido descoberto e que as consequências seriam implacáveis, Rosses recorreu à tática dos culpados: apagou a postagem para tentar esconder as provas de sua leviandade.

A manobra de “falar mentiras e esconder a mão” falhou. Internautas salvaram o material antes da exclusão, e o vídeo agora circula como prova material de um ato irresponsável que chocou a Câmara Municipal de Manaus (CMM).

No vídeo deletado, Rosses utilizou imagens da comunidade Aliança com Deus II para prender a atenção do público. Usando o cenário de vulnerabilidade social, o vereador partiu para o ataque criminoso: acusou o prefeito Renato Junior de “dar casas para parentes”, afirmando que o chefe do Executivo municipal estaria distribuindo apartamentos populares para benefício da própria família. 

Para mascarar a total ausência de provas, documentos ou nomes, o parlamentar blindou o discurso com ataques verbais e o apelido pejorativo. O que ele apresentou como “denúncia bombástica” era, na verdade, uma ficção barata moldada para enganar o cidadão.

Crime de fake news: O mandato não é escudo para a ilegalidade
O Coronel Rosses parece ignorar que espalhar mentiras na internet para destruir reputações não é liberdade de expressão; é crime. No Brasil, a propagação intencional de fake news que configure calúnia, difamação e injúria contra a administração pública encontra forte punição no Código Penal e na legislação eleitoral. Apagar o conteúdo não zera o crime cometido. Pelo contrário, funciona como um atestado de culpa: quem tem provas sustenta o debate; quem mente, foge.

A reação na Sessão Plenária desta terça-feira (16) foi um verdadeiro massacre político contra a postura do coronel. O parlamento municipal se recusou a aceitar o crime de desinformação e isolou o vereador. 

O líder do prefeito na CMM, vereador Eduardo Alfaia (Avante), subiu à tribuna em tom de absoluto repúdio e classificou a atitude como uma “falsa acusação de grande quilate”. Alfaia desmoralizou a denúncia vazia e desafiou Rosses diretamente:

“Mentira, falsa acusação nesse quilate é inaceitável. Se há alguma irregularidade, que seja comprovada. Caso contrário, é preciso ter a coragem de se retratar publicamente”, disse Alfaia.

O coro de indignação ganhou o apoio imediato de uma extensa bancada. Os vereadores Paulo Tyrone, João Paulo Janjão, Raulzinho, Sérgio Baré, Elan Alencar, Everton Assis, Allan Campelo, Rosivaldo Cordovil e Jander Lobato massacraram a postura do colega. Todos alertaram que a fábrica de mentiras do coronel ataca diretamente o sonho de moradia digna das famílias de baixa renda, tentando descredibilizar programas habitacionais sérios e fiscalizados.