Manaus (AM) – ‘Game over’ para Marcelo Ramos. O cenário da disputa pelas duas vagas ao Senado Federal no Amazonas pode passar por uma mudança significativa nos próximos dias. O ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) afirmou, em vídeo divulgado nas redes sociais, que a direção nacional do Partido dos Trabalhadores defende que ele dispute uma vaga na Câmara dos Deputados em vez de concorrer ao Senado.
Segundo Ramos, a definição oficial sobre seu futuro político deverá ocorrer ainda esta semana. Marcelo lamenou a decisão, mas informou que irá respaitará a decisão nacional do Partido dos Trabalhadores e que irá tomar decisões para ajudar na reeleição do presidente Lula.
Na gravação e entrevistas publicadas nesta terça-feira, 14, Marcelo Ramos relatou que participou de uma reunião com dirigentes nacionais do PT em Brasília, onde foi informado de que a estratégia da legenda seria priorizar sua candidatura à Câmara Federal para fortalecer a bancada do partido e garantir o quociente eleitoral.
Ele afirmou que essa orientação teria sido influenciada por um pedido do senador Eduardo Braga (MDB), pré-candidato à reeleição, que avaliaria que duas candidaturas do campo governista ao Senado poderiam dificultar (atrapalhar) sua própria campanha.
Ramos também reiterou que defendia a manutenção de sua pré-candidatura ao Senado porque, sendo a eleição para duas vagas, os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderiam votar em dois candidatos alinhados ao governo federal. Na avaliação apresentada por ele, a existência de apenas um nome do campo governista reduziria as opções desse eleitorado.
Outro ponto destacado pelo ex-deputado foi a negativa de que tenha recebido convite para coordenar a campanha de Lula no Amazonas. Segundo Marcelo Ramos, essa informação não procede e nunca houve qualquer conversa nesse sentido, contrariando especulações que circularam nos últimos dias.
MUDANÇA DEVE BENEFICIAR PLÍNIO VALÉRIO E WILSON LIMA
Caso a candidatura de Marcelo Ramos ao Senado seja efetivamente retirada, o campo político ligado ao presidente Lula poderá concentrar seu apoio na candidatura de Eduardo Braga, reduzindo a fragmentação dos votos entre os eleitores governistas. Ao mesmo tempo, a saída de Ramos diminuiria a quantidade de candidatos competitivos na disputa pelas duas cadeiras em jogo.
No campo da oposição ao governo federal, a tendência é de fortalecimento das candidaturas já colocadas. O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) é apontado como o principal nome do PL para o Senado e deverá representar o segmento de direita na eleição.
Outro nome consolidado é o do senador Plínio Valério (PSDB), que busca a reeleição.
Analistas políticos avaliam que uma eventual composição entre o PL e o grupo político liderado pelo governador Roberto Cidade (União Brasil) poderá influenciar diretamente a dinâmica da disputa.
O efeito dessa possível aliança dependerá da definição sobre eventual apoio conjunto a uma candidatura ao Senado ou da manutenção de projetos distintos, fator que ainda está em negociação.
Se a direção nacional do PT confirmar a mudança de estratégia e Marcelo Ramos disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, o movimento representará uma alteração importante na composição das candidaturas do campo político ligado ao presidente Lula no Amazonas.
A decisão reduz o número de nomes desse grupo na corrida ao Senado e reorganiza a estratégia eleitoral da base governista para o pleito de 2026.
Com a definição prevista para os próximos dias, a disputa pelas duas vagas ao Senado tende a entrar em uma nova fase, marcada por negociações partidárias, possíveis alianças e ajustes de estratégia que poderão influenciar diretamente o equilíbrio da eleição no Amazonas.


