O volante Bruno Guimarães, peça-chave da seleção brasileira, projetou o confronto deste domingo (5) contra a Noruega, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo. A partida promete um embate tático entre dois dos principais armadores do torneio: o próprio Guimarães, líder em assistências com quatro passes para gol, e o meia norueguês Martin Odegaard, que soma três.
Em entrevista coletiva realizada em Nova Jersey, EUA, Guimarães destacou a importância dos duelos individuais em um jogo que ele espera vencer. “Espero que eu possa levar a melhor. O jogo é coletivo, mas duelos individuais são importantes. A gente tem que estar em um bom dia. Tudo pode ser decidido em alguns momentos. Quero continuar fazendo história aqui”, declarou o jogador, que atua pelo Newcastle United na Inglaterra.
O camisa 8 brasileiro ressaltou que suas contribuições vão além das assistências. “Venho me sobressaindo nas assistências, mas meu futebol não é só isso. É fazer as bolas chegarem para os caras poderem criar, marcar. Correr bastante. É o que venho fazendo, mesmo nesse calor”, explicou.
A partida ocorrerá sob forte calor, com previsão de 33ºC e sensação térmica próxima a 40ºC. Bruno Guimarães avaliou que a temperatura elevada afetará ambas as equipes de maneira semelhante. “Acho que vai ser um jogo muito físico. É importante ter um grupo bom, com jogadores que possam vir frescos para decidir como fez o Martinelli”, comentou, relembrando o gol decisivo de Gabriel Martinelli contra o Japão.
Outro ponto de atenção levantado pelo volante foi a força da Noruega nas bolas paradas. Com jogadores altos como Erling Haaland (1,95m) e Alexander Sorloth (1,95m), a equipe nórdica busca explorar essa vantagem. “Em qualquer escanteio e falta, eles vão dar a vida para tentar fazer gol. Treinamos muito isso para tentar neutralizar os pontos fortes. A gente espera, acima de tudo, estar em um bom dia para fazer nosso melhor futebol e sair com a classificação”, concluiu Guimarães.


