A disputa pelo terceiro lugar na Copa do Mundo de 2026 oferece à França a chance de um prêmio de consolação após a glória ter escapado. Enfrentando a Inglaterra neste sábado (18), em Miami, a seleção francesa, que encantou o público com seu futebol, busca solidificar seu lugar na memória das Copas, mesmo sem o título.

Considerada favorita antes da semifinal contra a Espanha, a França demonstrou grande força ao longo do torneio. Atualmente, possui o segundo melhor ataque da competição, com 16 gols em sete partidas. Kylian Mbappé lidera a artilharia ao lado de Lionel Messi, ambos com oito gols, e Mbappé está a um passo de se tornar o primeiro jogador desde Gerd Müller em 1970 a marcar mais de oito gols em uma única edição de Copa.

Estatisticamente, a França se destaca como a equipe com mais finalizações (120) e mais finalizações certas (50), pressionando constantemente os goleiros adversários. Até a semifinal, era a única equipe invicta, com seis vitórias em seis jogos disputados sem a necessidade de prorrogações.

A equipe comandada por Didier Deschamps conta com uma geração de talentos excepcionais no ataque. Mbappé, Ousmane Dembélé e Michael Olise formam um trio explosivo. Mbappé é a estrela principal, Dembélé, eleito o melhor jogador do mundo em 2025, contribui com gols e criatividade, enquanto Olise, em ascensão meteórica, tem sido um maestro com um número impressionante de assistências.

Durante o torneio, o trio proporcionou momentos inesquecíveis. Mbappé marcou gols espetaculares, Dembélé anotou um hat-trick contra a Noruega, e Olise, apesar de não ter marcado, liderou em assistências, superado apenas por Pelé em 1970. Olise esteve perto de marcar gols memoráveis, mas a trave impediu sua celebração em duas ocasiões.

Curiosamente, esta edição de 2026 pode representar o pior resultado da França em três Copas consecutivas, após duas finais disputadas anteriormente, com um título e um vice-campeonato. A busca pelo terceiro lugar representa a última chance de deixar uma marca ainda mais indelével.

O conceito de seleções que encantaram, mas não venceram, remete a times históricos como a Hungria de 1954, a Holanda de 1974 e o Brasil de 1982. A Hungria, liderada por Ferenc Puskás, teve o melhor ataque da história das Copas em uma única edição. A Holanda, com a genialidade de Johan Cruyff e o estilo revolucionário da “Laranja Mecânica”, cativou o mundo. Já o Brasil de Zico, Sócrates e Falcão, sob o comando de Telê Santana, apresentou um futebol arte que, apesar da eliminação precoce, conquistou corações.