Nesta quinta-feira (4 de dezembro de 2025), um depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI-INSS) reacende a polêmica envolvendo fraudes e desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a testemunha — um ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes, o chamado “Careca do INSS”, preso em setembro — o filho do presidente da República teria recebido repasses regulares e vultosos do suposto operador do esquema. 

O depoente afirma que Lulinha teria recebido uma “mesada” de cerca de R$ 300 mil por mês. 

Além disso, há alegações de que foram feitos pagamentos totais da ordem de R$ 25 milhões — embora a moeda e o período não tenham sido detalhados. 

Também são mencionadas viagens internacionais feitas por Lulinha junto a Antunes.

A convocação de Lulinha para depor na CPMI está na pauta desta quinta-feira, conforme anunciado pelo presidente da comissão, Carlos Viana. A votação será nominal e pública. 
Apesar das acusações e da menção em depoimento, até o momento não há investigação formal aberta contra Lulinha — ou seja, ele não figura oficialmente como réu. O pedido de convocação visa ouvir explicações sobre as supostas ligações com o esquema.