Cerca de 19 milhões de famílias que dependem do programa social Bolsa Família já podem se organizar financeiramente para o próximo ano. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) confirmou e publicou, nesta terça-feira (23), o cronograma completo de pagamentos do benefício para todo o ano de 2026.

O calendário segue o modelo tradicional de distribuição escalonada, que utiliza como base o último dígito do Número de Inscrição Social (NIS) do beneficiário. Os depósitos são realizados nos últimos dez dias úteis de cada mês, visando garantir uma distribuição eficiente dos recursos.

De acordo com o cronograma divulgado, o primeiro repasse de 2026 está agendado para o dia 19 de janeiro, destinado aos beneficiários com NIS final 1. O ciclo de pagamentos se estenderá até 23 de dezembro, data reservada para as famílias com NIS final 0. É importante notar que, tradicionalmente, o mês de dezembro tem seu cronograma antecipado em cerca de uma semana para acomodar as festividades de Natal.

Além de planejar as datas de recebimento, os beneficiários devem estar atentos às regras de manutenção do programa. O MDS reforça a obrigatoriedade da atualização cadastral no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) a cada 24 meses. A falha na atualização pode levar à suspensão ou cancelamento do auxílio.

Para realizar a atualização, o responsável familiar deve comparecer a um posto de atendimento socioassistencial, como o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) ou a um posto do CadÚnico, portando a documentação de todos os membros da família e comprovando a renda domiciliar.

Uma nova exigência documental entrará em vigor a partir de maio de 2026: novos beneficiários de programas sociais que não possuírem biometria cadastrada deverão providenciar a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) para acesso aos serviços.

O Bolsa Família é destinado a famílias que possuem uma renda per capita de até R$ 218 mensais e que estejam devidamente inscritas no CadÚnico. Desde a reformulação do programa em março de 2023, o Governo Federal garante um repasse mínimo de R$ 600 por família, acrescido de benefícios variáveis, como o adicional de R$ 150 para crianças de até 6 anos, e R$ 50 para gestantes, jovens de 7 a 18 anos, e o Benefício Variável Familiar Nutriz, pago em seis parcelas para mães de bebês de até seis meses.