O Brasil registrou a abertura de 1.279.498 postos de trabalho com carteira assinada em 2025, conforme dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Apesar do número expressivo, o saldo representa uma queda de 23,73% em comparação com o ano anterior, quando foram criadas 1.677.575 vagas. A desaceleração reflete o cenário de juros elevados e a retração econômica que impactaram o mercado de trabalho.

Em dezembro de 2025, a eliminação de empregos foi mais acentuada, com 618.164 postos fechados, um aumento de 11,29% em relação ao mesmo mês de 2024. Esse desempenho em dezembro foi o pior registrado desde 2020, considerando a metodologia atual do Caged, que permite comparações a partir daquele ano.

Apesar da queda geral, todos os cinco grandes setores da economia apresentaram saldo positivo na geração de empregos formais ao longo de 2025. O setor de Serviços liderou a criação de vagas, com 758.355 postos, impulsionado principalmente pelos segmentos de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (318.460 vagas). A administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais também contribuíram significativamente, com 194.903 novas vagas.

A Indústria, apesar de ter apresentado um saldo geral positivo, viu a indústria de transformação se destacar com a abertura de 114.127 postos. Outros segmentos como água, esgoto, gestão de resíduos e a indústria extrativa também registraram crescimento.

O setor de Comércio abriu 247.097 vagas, seguido pela Construção Civil com 87.878 postos e a Agropecuária com 41.870. O desempenho positivo se estendeu a todas as cinco regiões do país.

A Região Sudeste foi a que mais gerou empregos formais, com 504.972 postos, seguida pelo Nordeste (347.940), Sul (186.126), Centro-Oeste (149.530) e Norte (90.613). Em nível estadual, São Paulo liderou a criação de vagas com 311.228 postos, seguido pelo Rio de Janeiro (100.920) e Bahia (94.380). Tocantins, Acre e Roraima registraram os menores saldos de criação de emprego.