A jogadora brasileira Gio Garbelini, atacante do Atlético de Madrid, foi alvo de uma acusação de injúria racial durante a partida de semifinal da Copa da Rainha contra o CD Tenerife, realizada na Espanha. A denúncia foi registrada pela equipe de arbitragem na súmula do jogo, que terminou com a vitória do Atlético de Madrid por 1 a 0, garantindo a classificação para a final.

Segundo o documento da partida, o incidente teria ocorrido aos 44 minutos do segundo tempo, após a expulsão de uma jogadora do Tenerife. A goleira do time adversário, Noelia Ramos, relatou à árbitra que Garbelini teria se aproximado da jogadora expulsa e a chamado de “negra”. A equipe de arbitragem não confirmou ter ouvido o comentário diretamente, mas acionou o protocolo antirracismo, o que resultou em uma paralisação de cinco minutos na partida.

Após o apito final, um princípio de tumulto foi observado na saída das jogadoras para os vestiários. De acordo com a súmula, o delegado de campo do Atlético de Madrid informou à arbitragem sobre gritos e a necessidade de intervenção policial para normalizar a situação, que se resolveu com a retirada da jogadora expulsa do local pelas suas companheiras de equipe.

Em sua defesa, Gio Garbelini utilizou as redes sociais para refutar categoricamente as alegações. A atacante brasileira declarou que não proferiu a palavra ‘negra’ nem qualquer outra ofensa de cunho racista ou discriminatório. Garbelini afirmou que o racismo é algo que rejeita profundamente e que a associação de seu nome a uma acusação falsa lhe causa grande dor, expressando confiança na elucidação dos fatos.