Paolo Zampolli, figura ítalo-americana com laços com o governo dos Estados Unidos, revelou ter proposto à Federação Internacional de Futebol (Fifa) a inclusão da seleção italiana na Copa do Mundo, em detrimento do Irã.
A sugestão, compartilhada por Zampolli em suas redes sociais e em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, surge em um contexto onde a Itália, tetracampeã mundial, não conseguiu a classificação para o torneio, sendo eliminada pela Bósnia e Herzegovina nos pênaltis nas eliminatórias europeias.
Zampolli, que vive nos EUA desde os anos 1990, declarou ao Financial Times que a participação da Itália seria um “sonho”, justificando a ideia com os quatro títulos mundiais do país. A Fifa, questionada pela Agência Brasil, não comentou o assunto.
A proposta, no entanto, enfrentou resistência de autoridades italianas. O Ministro do Esporte e da Juventude, Andrea Abodi, classificou a fala de Zampolli como “inoportuna”, enquanto o presidente do Comitê Olímpico da Itália, Luciano Buonfiglio, considerou a ideia uma “ofensa”, defendendo que a vaga deveria ser conquistada em campo.
A participação do Irã na Copa do Mundo, cujos jogos da fase de grupos estão previstos para ocorrer nos Estados Unidos, tem sido alvo de questionamentos devido a tensões diplomáticas. Uma proposta do México para sediar os jogos iranianos em seu lugar não foi aceita pela Fifa, que se mostra otimista quanto à participação da seleção asiática nos locais originalmente sorteados.
Segundo o Corriere della Sera, a iniciativa de Zampolli visaria também fortalecer a imagem de Trump junto ao eleitorado ítalo-americano e reatar relações diplomáticas com a Itália, que teriam sido abaladas por declarações presidenciais e pela guerra.


