O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgou nesta terça-feira (28) que o Brasil gerou 85.888 postos de trabalho com carteira assinada em abril. O número representa a diferença líquida entre admissões e demissões registradas no período.
A cifra de abril é significativamente menor quando comparada a março, apresentando uma queda de 62,3%. No mês anterior, o país havia registrado a criação de 227.974 empregos formais. Em relação a abril de 2023, a criação de vagas também apresentou retração, com uma queda de 63,9%. No ano passado, o mesmo mês havia contabilizado 238.216 novos postos de trabalho, considerando dados ajustados.
A análise histórica revela que o resultado de abril de 2024 é o segundo pior para o mês desde 2020, superando apenas o período inicial da pandemia de Covid-19, quando houve um fechamento líquido de 981.342 vagas. A metodologia atual impede comparações diretas com anos anteriores a 2020.
No acumulado do primeiro quadrimestre de 2024, o Caged registrou uma queda de 23,4% no número de vagas formais criadas em comparação com o mesmo período de 2023. De janeiro a abril deste ano, foram geradas 699.762 vagas, enquanto no mesmo intervalo de 2023 o número alcançou 913.827.
A divisão setorial mostra que três dos cinco principais ramos de atividade econômica registraram saldo positivo na geração de empregos em abril. O setor de Serviços liderou a criação com 69.601 postos, seguido pela Construção Civil (+23.525) e Indústria (+9.256). Em contrapartida, Agropecuária (-8.378) e Comércio (-8.114) apresentaram mais demissões do que contratações. A queda no comércio é tradicionalmente observada em abril, enquanto as demissões na agropecuária estão ligadas ao fim da safra de soja e ao encerramento de ciclos de cultivo de maçã e laranja.
No setor de Serviços, a saúde humana e serviços sociais foram os principais impulsionadores, com a abertura de 18.150 vagas, seguidos por transporte, armazenagem e correio, com 12.235 novas oportunidades. Na Construção Civil, o segmento de serviços especializados para construção se destacou com 8.745 empregos, e a construção de edifícios contribuiu com 7.397 postos. Na Indústria, a fabricação de álcool foi o maior gerador de empregos (+4.522).
Todas as cinco regiões do Brasil registraram saldo positivo na geração de empregos formais em abril. O Sudeste liderou com 44.545 postos, seguido pelo Nordeste (18.714), Centro-Oeste (10.890), Norte (6.651) e Sul (4.449). Dentre os estados, 24 apresentaram saldo positivo, com São Paulo (+20.202), Rio de Janeiro (+11.741) e Minas Gerais (+8.991) em destaque. Alagoas (-1.505), Rio Grande do Sul (-1.396) e Rio Grande do Norte (-1.396) foram os únicos a registrar saldo negativo.
Com os novos postos criados em abril, o número total de trabalhadores com carteira assinada no Brasil encerrou o mês em 47.810.425, um aumento de 0,18% em relação a março e de 2,26% na comparação anual.


