No encerramento do prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), a Receita Federal anunciou um marco histórico no volume de restituições a serem pagas. Aproximadamente R$ 16 bilhões serão distribuídos a cerca de 8,7 milhões de contribuintes, estabelecendo um novo recorde.

A adesão à declaração pré-preenchida também demonstrou crescimento significativo, alcançando 59,8% do total de declarações enviadas até a tarde de sexta-feira, um aumento em relação aos 50,3% registrados no último dia do prazo no ano anterior.

O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, destacou os avanços em direção à meta de uma declaração 100% pré-preenchida. “Estamos muito próximos disso”, afirmou, explicando que o objetivo é que o contribuinte apenas precise conferir os dados já fornecidos pelo Fisco.

A expectativa da Receita era de que, até as 23h59 de sexta-feira, cerca de 44 milhões de declarações fossem recebidas, superando as 43,3 milhões entregues dentro do prazo legal no ano anterior.

Em relação à malha fina, a Receita Federal informou um aumento proporcional nas declarações retidas para o exercício de 2026, com 4,97% retidas contra 4,68% no ano anterior. Segundo José Carlos Fonseca, supervisor Nacional do IRPF, essa elevação pode ser atribuída à transição para o eSocial, o novo sistema de declaração para empresas, que substituiu a Dirf. Fonseca explicou que inconsistências na classificação de verbas por parte de algumas empresas impactaram o processo.

Apesar das correções em andamento por parte das empresas, Fonseca assegurou que a maioria das informações inconsistentes já foi regularizada. Para os contribuintes que se encontram na malha fina, a orientação é aguardar. Caso a declaração tenha sido preenchida corretamente com base nos comprovantes em posse do cidadão, a Receita reanalisará o caso assim que as retificações das empresas forem processadas, o que pode resultar na saída automática da malha fina.