O mercado financeiro brasileiro deu início ao mês de junho com um cenário misto, marcado pela desvalorização da bolsa de valores e a valorização do dólar, apesar da instabilidade no cenário internacional. O principal índice da B3, o Ibovespa, fechou o pregão desta segunda-feira em queda de 0,91%, atingindo 172.197 pontos, o menor patamar desde janeiro.

Esta foi a quinta sessão consecutiva de perdas para a bolsa, que chegou a registrar recuos superiores a 1% durante o dia. O desempenho negativo foi influenciado pela cautela dos investidores diante do agravamento da crise geopolítica entre Irã, Israel e Estados Unidos, o que aumentou a busca por ativos considerados mais seguros e diminuiu o interesse por mercados emergentes. Ações de mineradoras e bancos lideraram as perdas no índice.

Em contrapartida, os papéis de empresas ligadas ao setor de petróleo, gás e combustíveis apresentaram movimentação expressiva. As ações da Petrobras, por exemplo, registraram alta, beneficiadas pela forte valorização do petróleo no mercado internacional. O barril do petróleo Brent, referência mundial, avançou 4,2%, fechando em US$ 94,98, impulsionado por notícias de que o Irã suspendeu negociações com os Estados Unidos e cogita bloquear o Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo.

Apesar do aumento da aversão ao risco global, o dólar americano fechou em baixa ante o real, cotado a R$ 5,023, com recuo de 0,39%. Mesmo com a valorização do petróleo, que historicamente fortalece a moeda brasileira por ser um país exportador da commodity, o dólar apresentou desvalorização acumulada de 8,5% em 2024. O movimento ocorreu mesmo com a alta do índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes.