A seleção francesa caminha para o capítulo final da Copa do Mundo de 2026, com a possibilidade de expandir seu legado de recordes. Independentemente do resultado, a equipe comandada por Didier Deschamps disputará mais dois jogos, incluindo a semifinal contra a Espanha e a decisão do terceiro lugar ou a grande final.
Desde o início do torneio, a França tem solidificado seu status de favorita, alcançando marcos históricos e com potencial para mais conquistas. A vitória sobre Marrocos garantiu a classificação para a semifinal, tornando a equipe a quinta na história a atingir três semifinais consecutivas. Essa marca foi anteriormente alcançada pela Alemanha (em três sequências distintas) e pelo Brasil (uma vez).
As seleções que alcançaram tal feito histórico, como Alemanha e Brasil, chegaram a pelo menos uma final e conquistaram um título. A atual geração francesa, assim como a Alemanha entre 1982 e 1990 e o Brasil em sua sequência, almeja chegar a três finais consecutivas, buscando repetir o sucesso brasileiro de vencer mais de um título nesse período.
Embora a consistência seja notável, apenas três jogadores participaram de todas as três Copas. Lucas Hernández, titular em 2018, sofreu uma lesão na estreia de 2022 e, embora presente no elenco atual, ainda não entrou em campo. Ousmane Dembélé, por outro lado, evoluiu de participar em 2018 para se tornar uma estrela em 2022, acumulando títulos europeus e prêmios individuais de destaque, sendo o único da equipe a possuir tais distinções.
Kylian Mbappé se destaca como a constante em campo, presente em todas as três campanhas e chegando à final nas duas primeiras. O atacante do Real Madrid protagoniza uma disputa acirrada pela artilharia histórica das Copas com Lionel Messi, com 20 gols contra 21 do argentino. Ambos lideram a artilharia da edição de 2026 com oito gols cada.
No comando técnico, Didier Deschamps, capitão do título de 1998, se estabelece como um recordista. Em sua quarta Copa como treinador, já é o técnico com mais vitórias na história da competição, com 19. Ao final do torneio, com os dois jogos restantes, ele também se tornará o treinador com mais partidas em Copas, superando o alemão Helmut Schön.
O que mais impressiona na seleção francesa é a renovação e o potencial futuro. Dos 26 convocados, 21 têm menos de 30 anos, indicando a possibilidade de disputarem mais edições em alto nível. Entre os novos talentos, Michael Olise, de 24 anos, tem se destacado com cinco assistências, aproximando-se do recorde de Pelé em 1970.
Com o objetivo de conquistar o terceiro título, a França pode quebrar o recorde de vitórias consecutivas do Brasil em 2002, que venceu todas as sete partidas. Uma vitória final nesta edição, totalizando oito jogos invictos, consolidaria esta geração no panteão das Copas, com a expectativa de que a França continue a buscar feitos históricos em 2030.


