O mercado financeiro brasileiro encerrou a sexta-feira em forte alta, com a bolsa de valores subindo quase 3% e atingindo seu maior patamar desde maio. A desvalorização do dólar também marcou o dia, com a moeda americana voltando a ser negociada abaixo de R$ 5,10 pela terceira sessão consecutiva.

O principal impulsionador do otimismo foi a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, que apresentou uma desaceleração maior do que o esperado. A inflação oficial registrou 0,16% no mês, após 0,58% em maio, ficando abaixo das projeções de mercado e reforçando as expectativas de novos cortes na taxa básica de juros, a Selic.

Juros menores tendem a estimular a economia, pois reduzem o custo de financiamento para empresas e tornam investimentos em renda variável mais atrativos em comparação com a renda fixa. Essa perspectiva animou os investidores, impulsionando o Ibovespa.

No cenário internacional, os investidores mantiveram a atenção voltada para os desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã. Apesar das tensões geopolíticas, o apetite por risco em mercados emergentes contribuiu para o bom desempenho das ações brasileiras e para a queda do dólar.

O Ibovespa fechou o pregão com um avanço de 2,97%, alcançando 177.866,37 pontos, o nível mais alto desde 14 de maio. O índice acumulou sua terceira semana consecutiva de ganhos, registrando altas semanais, mensais e anuais significativas. Dos 79 ativos que compõem o índice, apenas um encerrou o dia em queda.

O dólar à vista, por sua vez, recuou 0,31%, cotado a R$ 5,108, marcando o menor valor de fechamento desde meados de junho. A moeda americana acumulou desvalorização na semana, no mês e no ano, beneficiada pela melhora do humor dos investidores globais e pelos dados de inflação doméstica.

Os preços do petróleo Brent fecharam em queda pelo segundo dia seguido, recuando 0,38% para US$ 76,01 o barril. Apesar da continuidade das tensões no Oriente Médio, o mercado avalia que a oferta da commodity não está severamente ameaçada, e os investidores seguem atentos às negociações diplomáticas entre EUA e Irã.