A economia brasileira registrou um marco importante no controle de preços. A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), fechou dezembro com um avanço mensal de 0,25%. Mais significativo, o acumulado dos últimos 12 meses atingiu 4,41%, garantindo que o indicador permaneça dentro do limite máximo estabelecido pelo governo para a meta de inflação.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de 4,41% representa o segundo mês consecutivo em que o índice se mantém abaixo do teto de tolerância da meta, que é de 4,5%. Em novembro, o IPCA-15 havia registrado 4,5%, marcando o retorno à margem aceitável após um período de dez meses de pressão inflacionária.

O resultado sinaliza uma melhora consistente no cenário econômico, especialmente quando comparado ao pico recente de 5,49%, alcançado em abril. O IPCA-15 é considerado um termômetro crucial, pois utiliza metodologia similar à do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – o balizador oficial da política monetária do país. A meta central de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

A confiança na trajetória de queda dos preços é compartilhada pelo mercado financeiro. O mais recente Boletim Focus, pesquisa semanal conduzida pelo Banco Central junto a instituições financeiras, projeta que a inflação oficial deverá encerrar o ano de 2025 em 4,33%, reforçando a expectativa de que o controle inflacionário será mantido dentro dos parâmetros definidos pelo governo.

Embora o IPCA-15 seja uma prévia, sua metodologia de coleta de preços em 11 regiões metropolitanas e capitais serve como forte indicativo para o resultado final do IPCA, que será divulgado no próximo dia 9 de janeiro.