“Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo. Todavia, como homens, morrereis e, como qualquer dos príncipes, haveis de sucumbir.” (Salmo 82.6,7).
Nessa passagem, o termo “deuses” é utilizado de forma figurada para designar juízes ou governantes humanos, investidos de autoridade concedida por Deus para agir em favor dos mais vulneráveis. No entanto, ao longo da história, muitos desses líderes se corromperam, julgando com parcialidade, aceitando subornos e até decidindo em benefício próprio. O texto bíblico denuncia essa injustiça e corrupção, lembrando que, apesar da posição elevada, todos morrerão como homens comuns e responderão diante do supremo Juiz.
Em sua carta aos romanos (2.1), o apóstolo Paulo também confronta essa incoerência humana diante da justiça divina, ao questionar: “Tu, que ensinas a outro, não ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas?”. Ele evidencia a contradição entre o discurso e a prática.
No cotidiano, líderes e juízes cristãos são chamados a exercer sua função com justiça e imparcialidade, defendendo o fraco, o órfão, o necessitado e o oprimido. Conforme orienta o apóstolo Tiago (2.1-13), não deve haver favoritismo. Demonstrar preferência pelos ricos e desprezar os pobres é totalmente incompatível com a fé em Jesus Cristo, o Senhor da Glória.
Tom Claro


